Lúcio Flávio Pinto

A Ferrogrão, ferrovia ligando Sinop, um centro produtor de grãos no norte de Mato Grosso, até o porto de Miritituba, em Itaituba, no Pará, será um dos 30 projetos prioritários do fundo binacional China-Brasil.

O fundo será lançado no dia 30 e começará a funcionar no dia seguinte. Financiará empreendimentos no Brasil, principalmente de infraestrutura, mas também agronegócio, tecnologia e manufatura, conforme o interesse chinês.

Seu valor inicial será de 20 bilhões de dólares, na proporção de três dólares da China para cada dólar aportado pelo Brasil. Quando foi anunciado originalmente, há dois anos, durante visita do presidente chinês, Xi Jinping, a previsão era de que começaria com R$ 50 bilhões.

Apesar da redução, nãoi diminuiu o interesse da China pela Ferrovia Bioceânica, ao custo de US$ 80 bilhões, ligando o Atlântico ao Pacífico. O Brasil não aprova o projeto, por seu custo elevado e viabilidade incerta.

Este será o primeiro projeto paritário no conjunto de 15 iniciativas semelhantes da China em todo mundo, segundo os parceiros brasileiros. Terá três conselheiros de cada lado, que selecionarão projetos de interesse comum e recomendarão aos bancos participantes que os financiem.

Instituições públicas não participarão. Do lado brasileiro, a Caixa e o BNDES serão as principais fontes de recursos. O Banco do Brasil também poderá participar.  Do lado chinês, será o Claifund, o fundo para financiamento na América Latina. Os recursos virão 85% das reservas internacionais e 15% do Banco de Desenvolvimento da China.




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Última modificação em Terça, 16 Maio 2017 15:57