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O Diário Oficial do Estado publicou, terça-feira(16), o resultado do processo licitatório ( pregão 9/202-0024) promovido pela Prefeitura de Placas para aquisição de equipamentos permanentes de informática; itens isolados para manutenção; e recargas de toner, cartuchos para impressoras. Duas empresas arremataram um único pregão para atender cinco unidades gestoras.

Pelo resultado, as empresas Dacilene Lima Aguiar-EPP e R.A.Santiago-ME, ambas com sede em Santarém, dividiram todos os itens apregoados.

Além disso, o que chama atenção é o valor que as duas empresas felizardas vão abocanhar dos cofres públicos municipais: mais de 1 milhão 600 mil reais para um contrato de sete meses e meio.

A empresa de pequeno porte, razão social do Armarinho Realce, vai faturar 875 mil reais e a microempresa, razão social da RAS Informática, 758 mil reais.

Isso representa um custo mensal de mais de 200 mil reais da Prefeitura de Placas com informática.

Para se ter uma dimensão do valor que será gasto com informática nos órgãos municipais, é quase o dobro do que mensalmente o município recebeu de transferência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com base no ano de 2015, e metade do repasse de tributos estaduais, como ICMS, que há dois anos era de cerca de 430 mil reais.

Com tanto dinheiro público a ser investido em equipamentos e insumos de informática, Placas deveria se candidatar ao título de cidade digital BR 230 se esse investimento também favorecesse a população de cerca de 29 mil habitantes, que pelo censo da Fapespa, possuía apenas 15 computadores com acesso a ponto de internet e 238 microcomputadores.




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Última modificação em Sexta, 19 Maio 2017 07:18