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O juiz criminal Alexandre Rizz, da Primeira Vara Penal de Santarém, explicou nesta manhã por quê decretou as prisões do médico Álvaro Cardoso Magalhães e de duas mulheres por supostos crimes de estupro de vulnerável e pedofilia. "Existem documentos e algumas coisas que levaram à decretação da prisão. Entendi que os requisitos foram preenchidos", afirmou o magistrado em vídeo gravado pela Tv Impacto, um canal disponível na internet. O processo tramita em segredo de justiça.

A investigação comandada pela delegada Adriene Pessoa, titular da Delgacia de Atendimento à Criança e Adolescente(DEACA) começou há cerca de dois meses. Ela contou com o apoio do Nucleo de Inteligência da Policia Civil. O médico foi preso por volta de 6h da manhã desta segunda-feira(3), quando chegava em casa, no bairro da Esperança, após cumprir plantão no Hospital Municipal de Santarém, onde trabalha.

O Portal OESTADONET apúrou que, com base em informações confidenciais prestadas por pessoas próximas aos acusados, a polícia fez um monitoramento das atividades do médico e colheu indícios de que Álvaro, que é casado, se envolvia amorosamente com uma mulher, mãe da criança que teria sido molestada sexualmente. A segunda mulher é suspeita de agenciar menores, uma das quais, de cerca de 5 anos, que também teria sido vítima de estupro.

As duas mulheres presas são Darliane dos Santos, crime de pornografia infantil e Odete Ebertz, por estupro de vulnerável.

Durante a operação que resultou na prisão do médico, os policiais apreenderam HD de computador, notebook e celular do médico. Nesses equipamentos a policia teria encontrado imagens abundantes de órgão genital de meninas e textos de mensagens pelo aplicativo whats app trocadas pelos acusados, através das quais eram combinados encontros em um motel da cidade, para onde a criança também era levada pela mãe.

Perante à delegada Adriene Pessoa, o médico permaneceu calado. Ele está sendo assistido por dois advogados. A delegada vai conceder entrevista coletiva às 14 horas.

No decreto de prisão preventiva, o juiz determinou que o médico fique preso em cela especial, provavelmente no quartel do Corpo de Bombeiros.




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Última modificação em Segunda, 03 Julho 2017 14:44