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A Marinha do Brasil aposta na conscientização da população ribeirinha, principal usuária dos rios como meio de transporte, para reduzir o número de acidentes fluviais nos rios da Amazônia. Segundo o chefe da capitania fluvial da Marinha em Santarém, Capitão Ricardo Barbosa, não há como fiscalizar individualmente cada embarcação que navega pelos rios da região, mas somente a conscientização da população sobre os riscos de naufrágios e colisões pode evitar tragédias.

“ A Capitania realiza seu trabalho de fiscalização, apesar das restrições que a dimensão da área nos submete, a Marinha tem procurado realizar um trabalho de conscientização junto à população ribeirinha com relação a segurança na navegação, nós procuramos ir as cidades, fazer palestras, principalmente nas escolas, junto às crianças, para que a gente possa incutir essa semente da segurança da navegação para toda a população com o objetivo de reduzir esses incidentes”.

Neste segundo semestre do ano, já são sete naufrágios em rios do Pará, com nove desaparecidos e 23 mortes. Na região sob jurisdição da capitania fluvial de Santarém, este ano, a Marinha contabiliza seis acidentes com vítimas, quatro no primeiro semestre. Mas segundo Ricardo Barbosa, esses números são menores em comparação aos anos anteriores quando, segundo a Marinha, houve 14 acidentes com vítimas fatais em 2015, e 10 acidentes em 2016 com mortes registradas. “A gente espera reduzir o número de acidentes este ano”, afirma o delegado da Marinha da Marinha em Santarém.

Mas o mês de agosto passado marcou a história da navegação na Amazônia, mas precisamente em rios no estado do Pará. Foram dois naufrágios com dezenas de vítimas fatais e desaparecidos.
Dia dois de agosto, um comboio de balsas conduzido por um empurrador da empresa Bertolini se chocou com o navio cargueiro Santos Mercosul. Dois tripulantes sobreviveram e nove estão desaparecidos.

O empurrador ainda não foi içado à superfície, o que tem gerado protestos dos familiares das vítimas, mas o delegado fluvial da Marinha, capitão Ricardo Barbosa, justifica que a empresa tem prazo até 15 de setembro para apresentar o plano de reflutuação do empurrador.

No dia 17 de agosto, o barco capitão Ribeiro, que saiu de Santarém com destino a Vitória do Xingu, naufragou na enseada de Porto de Moz, atingido por uma tromba d'água. 29 Passageiros e tripulantes sobreviveram, mas foram registrados 23 mortos.

No dia 27 se agosto, outro rebocador naufragou no rio Surubiú, em frente à Alenquer, atingido por uma tempestade. Todos os tripulantes sobreviveram.

Mas setembro também engrossa as estatísticas de acidentes nos rios do Pará. Já são quatro naufrágios.

No rio Tapajós, em Itaituba, um empurrador naufragou, dia 2 de setembro, e outro na última quarta-feira (6) no rio Xingu, quando uma lancha que faz a linha Senador José Porfírio-Porto de Moz colidiu com um pequeno barco que levada quatro pessoas, uma delas um bebê. Os passageiros foram resgatados com vida pela própria lancha.

No dia 8 de setembro, uma bajara de pescadores, próximo à comunidade de Aninduba, a 100 metros da margem do rio Amazonas, foi atingida por uma balsa. Não houve mortes.

No sábado(9), uma lancha se chocou com um barco de pequeno porte, no rio Tocantins, próximo a Cametá. O barco afundou, mas não houve feridos. Os sobreviventes foram resgatados pelos tripulantes da balsa.




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Última modificação em Domingo, 10 Setembro 2017 11:45