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A Polícia  Federal no Pará cumpre 10 mandados de condução coercitiva - dois destes em Santarém-, 11 mandados de sequestros de bens e valores e seis mandados de busca e apreensão em seis municípios paraenses nesta quarta-feira (4) dentro da operação  Anhangá. A ação tem como objetivo desarticular organização criminosa que coordenava extração ilegal de madeiras nobres dentro TI Cachoeira Seca. A operação também é realizada em dois municípios no Paraná. As fraudes chegam a quase R$ 900 milhões.

Segundo informações da Polícia Federal, os mandados de busca e apreensão são realizados em casas/empresas dos investigados. Os mesmos também terão as atividades empresarias suspensas a pedido da justiça Federal de Altamira. As investigações começaram após relatório da Operação Cachoeira Seca, realizada pelo Ibama, que apontou que a  Cachoeira Seca estava sendo alvo de exploração ilegal de madeira por madeireiras clandestinas. Durante as averiguações, foi identificado um grupo empresarial composto por familiares, onde o patriarca era o responsável pela coordenação da extração ilegal de madeira em áreas protegidas. O mesmo escoava a madeira para as empresas do grupo familiar.

Ainda segundo a polícia, para burlar a fiscalização e dar teor legal à madeira, o grupo fraudava créditos florestais por meio de inserção de dados falsos no Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), além de utilizar Planos de Manejo Florestal de “fachada”. Após isso, a madeira era transmitida entre empresas do grupo até ser exportada por meio de portos de Belém e do Sul do Brasil, como os constantes na cidade de Itajaí e Paranaguá. As madeiras eram enviada para países como EUA, Panamá, Argentina, França, Reino Unido, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul.

Laudo da polícia apontou que a fraude pode ter causado prejuízo de R$ 574.912.424,78 aos cofres públicos,  referente exclusivamente às atividades de extração ilegal de madeira do interior da Terra Indígena e R$ 322.145.395,69 ,  referentes aos produtos florestais extraídos ou destruídos quando da abertura das áreas classificadas como “corte raso”. Isso totaliza o valor de de R$ 897.057.820,47. 

Fonte: Portal ORM




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Última modificação em Quarta, 04 Outubro 2017 10:27