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Embora o processo criminal a que responde sob acusação de crimes de pedofilia e estupro de vulnerável esteja em fase de alegações finais, prestes a ser encaminhado para sentença, o médico Álvaro Cardoso Magalhães, que estava preso no quartel do Terceiro Batalhão de Polícia Militar, em Santarém, foi transferido na última quarta-feira(11) para um presídio na região metropolitana de Belém, o Centro de Recuperação do Coqueiro- CRC (foto).

O processo tramita em segredo de justiça. O médico e duas mulheres, também acusadas pelos mesmos crimes, foram presos no dia 3 de julho. Elas permanecem no quartel da PM.

O Protal OESTADONET apurou que o juiz Alexandre Rizi, apesar dos insitentes apelos da defesa do médico em mantê-lo em Santarém, próximo à família, franqueou a análise do local da custódia de Álvaro Cardoso ao Sistema Penal do Estado (SUSIPE), que já havia se manifestado favorável à transferência do custodiado para Belém, o que também ocorreu com o vereador Reginaldo Campos, mas cuja transferência foi revogada pelo Tribunal de Justiça do Estado(TJPA).

Outra fonte da reportagem informou que não é apenas a Susipe que se manifesta contrária ao uso do quartel da PM para custódia provisória ou execução de pena em Santarém. O juizo da Vara de Execuçoes Penais também defende a mesma posição.

Na prisão, o médico dividia a cela com o vereador Reginaldo Campos, preso na Operação Perfuga, há 67 dias.

Uma fonte ligada à família de Àlvaro informou que o médico altera momentos de depressão e euforia, tem crises constantes de choro, dorme pouco e não quer conversar com seu companheiro de cela.

A investigação

A investigação comandada pela delegada Adriene Pessoa, titular da Delgacia de Atendimento à Criança e Adolescente(DEACA) começou no final de maio. Ela contou com o apoio do Nucleo de Inteligência da Policia Civil. O médico foi preso por volta de 6h da manhã do dia 3 de julho, quando chegava em casa, no bairro da Esperança, após cumprir plantão no Hospital Municipal de Santarém, onde trabalhava.

Com base em informações confidenciais prestadas por pessoas próximas aos acusados, a polícia fez um monitoramento das atividades do médico e colheu indícios de que Álvaro, que é casado, se envolvia amorosamente com uma mulher, mãe da criança que teria sido molestada sexualmente. A segunda mulher é suspeita de agenciar menores, uma das quais, de cerca de 5 anos, que também teria sido vítima de estupro.

As duas mulheres, junto com o médico, continuam presas em celas do Quartel do Terceiro Batalhão de Polícia Militar são Darliane dos Santos, crime de pornografia infantil e Odete Ebertz, por estupro de vulnerável.

Durante a operação que resultou na prisão do médico, os policiais apreenderam HD de computador, notebook e celular do médico. Nesses equipamentos a policia teria encontrado imagens abundantes de órgão genital de meninas e textos de mensagens pelo aplicativo whats app trocadas pelos acusados, através das quais eram combinados encontros em um motel da cidade, para onde a criança também era levada pela mãe.


 

 




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Última modificação em Sexta, 13 Outubro 2017 09:47