Agência Estado

Manaus – A Marinha deslocou para Humaitá, no sul do Amazonas, um pelotão de fuzileiros navais e um navio-patrulha para reforçar a segurança depois de manifestantes invadirem e incendiarem a sede da agência fluvial da região e escritórios do Ibama.

 

 

img class="size-full wp-image-210451" src="http://d24am.com/wp-content/uploads/2017/10/navio-patrulha-marinha.jpg" alt="" width="800" height="490" srcset="http://d24am.com/wp-content/uploads/2017/10/navio-patrulha-marinha.jpg 800w, (Foto: Marinha)

 

Em nota, o comando do 9º Distrito Naval informou que o deslocamento dos militares busca “garantir a segurança de seus militares e familiares, de suas instalações e de seus meios em Humaitá”.

As invasões ocorrem em represália a uma operação para combater o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira, feita pelo Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marinha, Exército e a Força Nacional. “Na operação, a Agência Humaitá atuou dentro das suas prerrogativas subsidiárias de inspeção naval, com ações voltadas para a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica”, informou a Marinha.

Além do ataque às estruturas dos órgãos públicos, servidores foram ameaçados e buscaram abrigo em um batalhão do exército no município. De acordo com o Ibama, os servidores estão bem e se encontram em local seguro, fora do município de Humaitá.

“Os danos materiais serão avaliados assim que a região voltar à normalidade, o que deverá ser garantido pelas forças de segurança pública. A Polícia Federal (PF) já iniciou investigações para identificar os responsáveis pelos atentados, que responderão pelos atos criminosos”, informou o órgão, em nota.

Polícia Federal e Exército reforçam segurança

A segurança em Humaitá foi reforçada por soldados do Exército e policiais federais. Na tarde da última sexta-feira (27), imóveis do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) foram incendiados.

Os órgãos ambientais foram atacados depois de a operação Ouro Fino, realizada com o apoio da Polícia Federal e da Força Nacional para combater o garimpo ilegal de ouro na região do Rio Madeira.

A suspeita é que o incêndio criminoso tenha sido realizado por garimpeiros. A operação apreendeu 37 balsas usadas por garimpos ilegais na região.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, antes do incêndio, garimpeiros fizeram uma manifestação em Humaitá e entraram em confronto com homens da Força Nacional. Em seguida, parte dos manifestantes entrou nos prédios e iniciou o incêndio criminoso. A sede do Ibama foi a mais afetada.




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Última modificação em Domingo, 29 Outubro 2017 19:22