Da Redação de OEstadoNet
Santarém/Pará

Antes de sua viagem à China, em setembro, o governador Simão Jatene(PSDB) manteve com o vice-governador Zequinha Marinho(PSC) uma longa conversa sobre a sucessão estadual de 2018. O objetivo de Jatene era convencer Zequinha a aceitar a proposta da renúncia, em abril do ano que vem, tanto do governador quanto de seu vice, para que o cargo fosse ocupado em definitivo pelo deputado estadual Marcio Miranda(DEM), permitindo que este pudesse concorrer à reeleição, caso viesse a ser eleito governador indiretamente pela Assembleia Legislativa.

A conversa ocorreu dia 16 de setembro. No dia seguinte, Jatene viajou para China, segundo informam fontes próximas a Zequinha. Segundo esses interlocutores, o vice-governador mais ouviu do que falou, mas teria rejeitado a proposta, informando, na ocasião, que permaneceria no cargo até o final do mandato, podendo se candidatar a um mandato legislativo.

Um dos advogados com quem Zequinha Marinho avaliou sua condição de elegibilidade se permanecesse no cargo até o final do mandato, logo após a conversa com Jatene, revelou ao Portal OESTADONET que o vice-governador solicitou uma consulta ao TSE para dirimir quaisquer dúvidas, mas foi informado que a própria legislação já prevê que, desde que o vice-governador não assuma o governo na interinidade, seis meses antes das eleições, poderá concorrer ao Senado, por exemplo, sem precisar renunciar ao mandato.

Quando revelou com exclusividade ao Portal OESTADONET que a candidatura de Márcio Miranda ao governo do estado com apoio dos tucanos já estava definida, nem que para isso precisasse  permancer no cargo até 31 de dezembro de 2018, o governador Simão Jatene mexeu na pedra do tabuleiro polítco de maneira calculada em seus efeitos. A informação serviria para acalmar a bancada federal que apóia o governo, que está descontente com a provável candidatura à Câmara dos Deputados de sua filha Izabela, que ficaria inelegivel. Serviria também para demonstrar ao vice-governador que, apesar dos entraves ao plano de fazer o presidente da Assembleia governador e candidato à reeleição, estava de pé, embora parcialmente.

As reações ao conteúdo da entrevista de Jatene, concedida em Santarém, são pautas de politica dos jornais da capital desde domingo. O Diário do Pará, como esperado, desdenhou da candidatura de Márcio Miranda. Na segunda-feira, o jornal da família Barbalho colocou em dúvida se o presidente da Assembléia teria concordado com a candidatura ao governo. Na terça-feira, o Repórter Diário, principal coluna do jornal, ouviu do próprio Márcio que, embora nao tenha confrirmado a informação, não a desmentiu.

Em O Liberal, jornal que apóia o governo, a coluna Repórter 70 de quarta-feira(29) destaca as declarações do senador Flexa Ribeiro confirmando a candidatura de Márcio Miranda ao governo. Mas na edição desta quinta-feira, o mesmo espaço noticia que o governador Simão Jatene teria informado à coluna que a decisão sobre candidaturas majoritárias da base dos tucanos será conhecida apenas em abril.

Na edição desta quinta-feira do Diário do Pará, a repórter Rita Soares revela a conversa que teve com o vice-governador, na qual Zequinha Marinho confirma que não está disposto a renunciar ao cargo junto com Jatene. Diz ainda que, caso Jatene deixe  o cargo para concorrer ao Senado, assumirá em definitivo e que pretende ser candidato ao governo em 2018.




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Última modificação em Quinta, 30 Novembro 2017 15:21