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O delegado Dilermano Dantas apresentou nesta segunda-feira(8) as conclusões do inquérito policial que apurou as causas e responsabilidades pelo naufrágio do empurrador TBL CXX, da empresa de transportes Bertolini, que foi atingido pelo navio Mercosul Santos, dia 5 de agosto, no rio Amazonas, provocando a morte de nove tripulantes, cujos corpos foram resgatados quatro meses após o acidente. Para a polícia, a responsabilidade pelo naufrágio é do prático do navio, Flávio Luiz Barbosa e do imediato Raimundo Wilson da Cruz. Ambos foram indiciados no inquérito.

Apesar da conclusão do inquérito, os laudos periciais que estavam sendo elaborados pelo Centro de Perícia Científica(CPC) ainda não foram oficialmente anexados ao documento encaminhado à Comarca de Óbidos. Por causa disso, o inquérito marítimo, a cargo da Delegacia da Marinha em Santarém, ainda não foi encerrado e remetido ao Tribunal Marítimo, no Rio de Janeiro.

Mas o delegado Dilermano procurou minimizar essa lacuna, argumentando que mesmo sem os laudos oficiais, embasou suas investigações no acompanhamento que fez de todo o histórico do naufrágio até o resgate dos corpos das vítimas. “Eu acompanhei todos os passos como representante do sistema de segurança pública na coleta de informações, tanto na costa do Paru, quanto na localidade de Santa Rita; depois acompanhamos todas as fases do inquérito, as reuniões, a fase do içamento. Eu estava presente em todas essas fases e por isso eu consegui ter a percepção de todos os fatos. Mesmo assim, eu tenho os laudos provisórios dos exames de DNA, e também o croqui e o laudo de mais de 70 páginas, com a definição da posição dos corpos. Por isso, o laudo completo pra mim é prescindível, pois esse laudo será apenas para consubstanciar o que nós já apuramos no inquérito”, esclareceu o delegado.

Segundo as conclusões do delegado Dilermano Dantas, a culpabilidade do prático e do imediato do navio está clara pelo que revelam as conversas gravadas mantidas entre o comando do navio e do empurrador da Bertolini, quatro minutos antes do abalroalmento. “ “Isso a gente percebe pelas imagens do radar que marca as posições das embarcações e pelo flanco de bombordo aberto no comboio, que foi o ângulo de oclusão do acidente que alcançou a última balsa. Percebe-se que o empurrador até tentou adotar a manobra roda a roda ( quando pelo norma, em caso de risco de colisão, as embarcações devem manobrar a bombordo), mas o navio adotou como conduta permanecer na mesma velocidade e trajetória”.

Ainda segundo o delegado, tanto o pratico quanto o imediata erraram ao se preocupar, momentos antes do acidente, apenas com uma pequena embarcação que se aproximava do navio e mantiveram contato com outro empurrador que passava pelo local, o Eduardo VI, como se fosse a embarcação que acabou sendo atingida.

Até o fechamento desta matéria o delegado Dilermano não havia retornado à consulta feita a ele através da Agência Pará, em Santarém, para explicar se ainda vão ser anexados ao inquérito os laudos relativos às causas do colisão propriamente dita, que estão sendo elaborados pelo CPC.




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Última modificação em Segunda, 08 Janeiro 2018 18:24