Lúcio Flávio Pinto

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado dificulta o licenciamento de projetos "por falha técnica ou falta de coragem". A afirmativa é de outr secretário de Estado, Kleber Menezes, titular dos Transportes, feita durante reunião do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Pará, segundo nota publicada no Diário do Pará. O retardamento na decisão da Semas, por imperícia ou receio de avalizar algum erro, causa grande prejuízo: "O custo da corrupção é menor do que o atraso gerado pelo licenciamento", completou Kleber.

O secretário fez uma grave revelação, acentuada pela sua condição de integrante da cúpula do governo estadual. E enfatizada pelo silêncio de Adnan Demachki, secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, um dos presumíveis candidatos situacionistas ao governo do Estado, presente ao encontro. Silencio que, a perdurar, atinge o governador Simão Jatene, chefe de ambos.

A primeira falha, a técnica, é avalizada pela opinião pública, mas exige uma resposta do secretário e do próprio governador. A segunda deficiência, o medo de decidir, é a de maior peso negativo. O secretário sugere que a falta de coragem para decidir sobre o licenciamento pode ser debitada na suposição de que o empreendimento que requer a licença ambiental apresente evidências de corrupção - ou seja corruptor. O analista seria honesto, mas não quer se arriscar.

Por isso, posterga a definição, pela aprovação ou rejeição da licença. A indecisão acaba causando mais prejuízo, pelo retardamento de uma definição, do que uma eventual corrupção associada ao projeto - segundo a opinião de Kleber Menezes. Ele não se referiu a outra interpretação sobre essa indecisão: de que o analista se excede na proteção ao meio ambiente, preferindo ficar ao lado da natureza do que da intervenção humana, ao seu ver uma intromissão e uma agressão.

O jornal da família Barbalho pode ser considerado fonte suspeita da informação. Como foi só a coluna Repórter Diário que publicou a notícia, os citados poderiam se manifestar publicamente sobre o fato, ao invés de cultivar o silêncio cúmplice ou acusador.




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