Lúcio Flávio Pinto

O complexo hidrelétrico do braço leste e do braço oeste do rio Cupari vai ser o tema da audiência pública que a Semas fará no dia 26, em Rurópolis. Trata-se realmente de um complexo, formado por dois empreendimentos distintos, projetados para os dois braços do rio. São, portanto, duas realidades distintas. No entanto, elas formam um conjunto, ambas de um mesmo dono, a Cienge Engenharia, de Brasília. Apesar disso, não houve uma complicação dos dois Rimas (Rlatório de Impacto Ambiental), apresentando-os combinados para o debate público.

Não se trata de mera implicância formal. O belo e maltratado Cupari, vítima do garimpo de ouro e do desmatamento, vai abrigar o maior conjunto de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) da Amazônia. Serão oito, quatro em cada braço do rio. No total, inundarão uma área de quase 20 quilômetros quadrados (ou dois mil hectares), para gerar 157 megawatts, num rio cuja bacia  se espalha por 7,2 mil quilômetros quadrados, em três municipais.

As usinas podem atender a um milhão de pessoas ou 162 mil residências. É uma oferta maior do que todo consumo da região. Como as usinas estarão interligadas ao Sistema Integrado Nacional, irão transferir boa parte da sua energia para outros pontos do Brasil.

Para se ter uma ideia de grandeza, as seis turbinas bulbo (que funcionam quase sem reservatório) da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, irão gerar pouco mais de 200 mil MW.

É preciso dar mais atenção a esse complexo hidrelétrico. Os dados econômicos e financeiros da viabilidade da obra não constam dos Rimas, mas são indispensáveis para uma checagem do que o projeto represent num ambiente de alta complexidade ecológica.




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Última modificação em Domingo, 21 Janeiro 2018 07:13