Lúcio Flávio Pinto

Uma família paraense padrão (ou média), com cinco integrantes, tem 24 reais para as suas despesas de cada dia. São R$ 715 por mês. Essa renda corresponde a apenas 75% do salário mínimo nacional. Cada família paraense é desfalcada de R$ 239 em relação ao mínimo individual, calculado para permitir ao menos a sobrevivência dos imndivíduos (e já nem isso permitindo nos nossos dias).

Comparativamente à média familiar dos brasileiros, de R$ 1.268, a discrepância é ainda maior:  são R$ 553 de diferença. No Distrito Federal, com a melhor renda (o que diz muito sobre este país burocratizado e corporativista), a renda média por família é mais de três vezes maior: R$ 2.548.

O Pará tem a 3ª pior renda do Brasil e a pior da Amazônia. No país, fica atrás apenas de Alagoas, do ex-presidente (e atual senador, em vias de se candidatar novamente ao Planalto) Fernando Collor de Mello (R$ 658), e do Maranhão, do também ex-presidente José Sarney (renda de R$ 597).

O Estado da Amazônia com a maior renda média familiar é Roraima, o 13º do ranking nacional, com R$ 1,006, com R$ 296 a mais do que as famílias do Estado mais rico da região, com sua elite mais presunçosa e presepeira.

Os dados são do Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar do IBGE.

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Última modificação em Sexta, 02 Março 2018 18:25