Anselmo Colares

As ultimas semanas estão sendo marcadas pelas manifestações e pelas tentativas de diversos grupos em dar respostas a elas, visando angariar simpatia popular ou por entenderem que este seja seu dever. É o caso, por exemplo, do governo federal, que se apressou em realizar ações e apresentar projetos para a sociedade com a promessa de enfrentamento e solução dos graves problemas que afligem o cotidiano das pessoas, especialmente os mais pobres.  Inicialmente com a contratação de médicos cubanos, depois avançou para um pacote mais ousado e mais complexo, ainda voltado para garantir mais médicos para o atendimento da saúde publica. Isto logo despertou a reação  da categoria alegando que o problema maior são as condições de trabalho e a ausência ou precariedade na estrutura e nos recursos dos hospitais e postos onde os médicos atuam.
Governo e entidades representativas dos médicos expõem um problema que a população sabe, há muito tempo. E se a polêmica persistir sem soluções que contemplem ambas as questões, a saúde pública vai continuar apresentando todos os sintomas da doença crônica que se agrava a cada dia.
É preciso mais médicos e que estes tenham as condições objetivas de trabalho. O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo. E como tal, tem condições de oferecer saúde de qualidade, para todos os seus habitantes. Se a doença persiste, não é por falta de remédios nem de quem os administre. Mas por falta de um efetivo enfrentamento.




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