Anselmo Colares

Como professor de história, sei que 50 anos “não é nada...”, mas, como uma pessoa que chegou a este número em contagem de tempo de vida, sei que é muito. Em todos os sentidos. Especialmente quando foram vividos intensamente, num estar no mundo e com o mundo, no qual as pessoas são essenciais para que possamos crescer, na adversidade, e festejar, nos intervalos de felicidade.

No dia 12 de setembro cheguei a esta marca. Quantos outros ainda virão, não sei. Ninguém sabe. Mas sejam quantos forem, vou procurar vivê-los fazendo uso dos aprendizados que tive nesta longa caminhada. E com a consciência de que muito aprendi e fiz, mas muito ainda tenho que aprender e fazer. Que muito sonhei, mas muito ainda há para sonhar. Que muito amei, e muito ainda tenho que amar.

Da criança frágil e por vezes egoísta, que todos nós fomos um dia, podemos nos tornar fortes e solidários. As atitudes impetuosas e apressadas típicas da juventude em explosão, vão sendo gradativamente convidadas a ceder lugar para ações mais comedidas e apuradas, que podem ainda manter utopias, ou caírem na inércia do conservadorismo que nada cria. Tudo isto reforça a constatação de que somos e seremos sempre o resultado de nossas escolhas, de nossas decisões.

Podemos tomar as decisões de forma isolada, ou compartilhando com outras pessoas que a existência gentilmente nos coloca no caminho. Escolhi a segunda opção, e por isso sempre procurei ouvir minha família biológica, pela proximidade desde o início, minha esposa, pela família que planejamentos construir e pelos projetos que nos tornaram unidos, meus companheiros de trabalho, por constituírem outra espécie de família em função do convívio constante.

Chego hoje aos 50 anos carregando uma história que é marcada por superação, alegrias e tristezas, mas também com importantes realizações, especialmente graças ao apoio de pessoas cujas vidas também foram se entrelaçando com a minha. A todos agradeço pelo que me tornei, pois foram e continuam a ser muito importantes nas minhas escolhas. Todavia, reconheço que fiz alguns desvios na rota, dos quais podem ter resultado erros e acertos que são de minha inteira responsabilidade. No próximo texto, continuo esta reflexão, com o intuito de socializar este meio século de aprendizagens, entendendo que somos seres em busca de aprimoramento.




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