Anselmo Colares

Estamos nos aproximando de uma data que se aplica a todos, mesmo aos que a ela não se identificam. Trata-se do dia de finados. Afinal, morrer é uma sentença que cada um recebe ao nascer. Mesmo não sabendo quando será e em que circunstancias, trata-se da única certeza que carregamos.

Mas costumamos esquecer da nossa condição de mortais quando tudo está bem conosco e com os mais próximos de nosso convívio. Talvez seja um mecanismo de defesa, uma fuga para que possamos desfrutar de um pouco de felicidade e de paz, tão necessárias em um mundo cheio de problemas.

Todavia, no dia de finados, somos chamados a refletir sobre nossa condição mortal, fazer um balanço do que estamos fazendo na vida e lembrarmos dos que já não se encontram conosco. É um bom momento para rever conceitos e perceber que, ao menos nesta ocorrência, somos todos iguais.

Não adianta querer manter as diferenças construindo túmulos que parecem mansões, ou santificando quem partiu, ou lamentando o que devia ter feito por aquela pessoa.

Precisamos fazer o melhor que podemos enquanto vivemos, e isto significa participar do esforço coletivo para reduzir as diferenças, afinal, se somos iguais para morrer, podemos construir uma igualdade para viver.




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Última modificação em Domingo, 20 Outubro 2013 09:32

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