Edson Matoso

Semana passada comecei a tratar do assunto levando em conta as mudanças que o Campeonato Paraense de Futebol Profissional vem sofrendo neste inicio de terceiro milênio, a partir da alteração do mapa que até o final do século XX estava estático abrangendo apenas a Região Metropolitana de Belém (RMB) com apagada participação das equipes do interior do estado.

Como parâmetro uso o programa SBT Esporte com minha produção, direção e apresentação a partir de 2001, feito para atender a demanda metropolitana. Só que o mapa alterou rapidamente graças a mesmice verificada especialmente nos times de Belém e redondezas. Eles não passavam de sacos de pancadas dos gigantes Remo e Paysandu. A supremacia nas participações já não é mais da capital.

Num retrospecto resumo as participações citadas na coluna do fim de semana que passou. De 2001 a 2004 a RMB repetiu sua superioridade do século anterior. A partir do Parazão 2005 o interior teve o mesmo número de disputantes que a metropolitana: quatro. Em 2006, não conheço fato igual na competição, a participação interiorana (cinco clubes) era pela primeira vez maior que o da capital (três). Em 2007 novo empate em 5 x 5 para no ano seguinte Belém e região retomar a liderança com seis times entre os dez inscritos. Encerrei o texto com o ano de 2009 apresentando o Parazão de oito equipes sendo cinco do interior.

De lá pra cá Belém e região perde a cada ano em número de participantes. Em 2010 dos oito inscritos só Remo, Paysandu e Ananindeua foram visitados por Cametá, Independente-Tucuruí, Águia-Marabá, Santa Rosa- Mãe do Rio e São Raimundo- Santarém. Em 2011 o número de belenenses repetiu em três com Tuna, Remo e Paysandu visitados por Águia-Marabá, Cametá, Castanhal, Independente-Tucuruí e S. Raimundo- Santarém. Em 2012 de novo a RMB disputando com três (Tuna, Remo e Paysandu) enfrentando Águia-Marabá, Independente-Tucuruí, Cametá além dos santarenos São Francisco e São Raimundo. A atual temporada repetiu a dose emplacada desde 2009: cinco do interior (Águia-Marabá, Cametá, Paragominas, Santa Cruz- Salinas e São Francisco-Santarém) e três da capital (Tuna, Remo, Paysandu).

E não acabou a decadência vivida pelo futebol de Belém, Metrópole da Amazônia, mas que fanáticos e protetores das mesmas fórmulas protecionistas teimam em não enxergar. Vem aí o Parazão 2014 já com um aspecto definido quanto aos participantes: a RMB só terá dois competidores, Remo e Paysandu. As outras seis vagas são de Paragominas, Cametá, São Francisco- Santarém e Santa Cruz de Salinas. Disputando as duas vagas (caso o Santa Cruz, do Senador Mário Couto peça licença do campeonato haverá a terceira vaga) restantes cuja fase terá a penúltima rodada a partir deste sábado, 30 de novembro, estão Independente- Tucuruí (12 pontos), Gavião- Marabá (11), Águia- Marabá (10). Com chances matemáticas estão Parauapebas e São Raimundo-Santarém com seis pontos. Certo está o interior com seis competidores no Parazão 2014, pois os outros times de Belém na disputa desta etapa são Time Negra, três pontos, e Tuna com dois que lutam desesperadamente contra o Castanhal de quatro pontos para não caírem à segundinha paraense.

Caros leitores os fatos que apresento aqui são apenas para objeto de análise, de questionamentos, de reflexões. Vou continuar semana que vem sobre a invasão interiorana no futebol até então dominado pelos clubes da capital.

Quanto ao Paysandu na Série B acreditei enquanto havia chances matemáticas e lógicas. Quanto ao Remo seus admiradores curtem as novas sensações anunciadas: a Camisa 33, o Novo Baenão, o ônibus do Leão e os reforços prometidos. Quanto ao novo presidente da FPF...

Até a próxima!




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Última modificação em Sexta, 29 Novembro 2013 08:35

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