Edson Matoso

Concluída a segunda rodada do turno inicial do Parazão 2014 alguns aspectos já merecem observações. Afinal quem não gosta de ganhar tudo, todos, até o fim? Acaba sendo um sonho de consumo, um objeto de desejo, ser campeão invicto não é para qualquer um. Aliás mesmo não sendo campeão o fato de terminar uma competição sem perder com certeza provoca suspiros por alguma forma de prazer.

Lembram da Copa do Mundo de 1978 na Argentina? O Brasil do falecido Cláudio Coutinho ficou como terceiro sem perder um jogo naquele mundial que até hoje, os escritos, dão conta de que o Peru entregou para os portenhos. Verdade ou mito só a consciência dos envolvidos para garantir o que houve, aos demais cabe o choro pela perda dos objetivos.

Paysandu, seis pontos e cinco gols, é o líder. O Clube do Remo, com elenco cantado em prosa e verso como o milionário do Parazão, é o seguinte com seis pontos e quatro gols. O Cametá soma três pontos e ocupa a posição a frente dos santarenos do São Francisco, quarto colocados com dois pontos ganhos. Daí já sairiam os primeiros semi finalistas do turno, mas calma ainda faltam cinco rodadas. De invicto mesmo estão Papão e Leão de Belém e o Leão do Tapajós, com seus dois importantes empates fora de casa ( 0 x 0 Santa Cruz de Salinas e 1 x 1 Gavião em Marabá).

Fora do G4 o estreante Gavião Kyikatejê, de Marabá; o Santa Cruz, de Salinas; o Paragominas, vice campeão de 2013; e o Independente, de Tucurui, primeiro campeão paraense fora de Belém, e o lanterna por não ter feito nenhum gol e ainda tomou dois. Todos com um ponto ganho. Ainda tem muito fogo para apagar, mas são os primeiros sinais do que pode acontecer.

O Leão do Baenão ganhou bem dos adversários, mas os enfrentou com os mesmos atuando com apenas dez homens desde o primeiro tempo. E contra o Cametá perdeu pelo menos quatro chances claras de gol. Uma facilidade que quase complica com a heroica reação dos cametaenses e a vitória ficou com algumas dúvidas por supostos erros da arbitragem. Frente ao Galo Elétrico os azuis de Belém com o Camisa 33 Eduardo Ramos, Leandrão e figura serena e competente do caseiro Jhonatan foram absolutos, poderiam ter enchido, mas de novo pecaram na finalização. O time do Lecheva precisa afinar mais, tem bons jogadores, e talvez mude de atitude quando o seu estádio, o Navegantão, estiver liberado.

O Papão da Curuzu, tem um inicio sem o crédito da torcida (menos de três mil pagantes nos dois jogos) ainda abatida com o rebaixamento à Série C do Brasileiro e com reforços que não encantaram, ainda mais diante do seu maior rival ocupando todos os espaços da mídia como que dono de grandes ações. Contudo os resultados começam a parecer. O time lidera a competição. O atacante Lima já assume a artilharia com três gols. O caso Yago Picachu abalou um pouco o ambiente com a tristeza do atleta por ser impedido de alçar voo melhor em função da estranha forma da negociação do seu passe.

Do terceiro invicto, o São Francisco de Santarém, é esperar como será seu comportamento em casa. Infelizmente o estádio Colosso do Tapajós não apresenta sua condição melhor, mas há obras para sua conclusão, o que não impede o time de desenvolver o que pretende. Labilá, no gol, é uma peça emblemática na região. Carismático e primeiro campeão da Série D do Brasil, pelo rival São Raimundo, Labilá é dos bons e teve sua presença facilitada com a saída do jovem Jader para o Remo. Perema, Boquinha, Rodrigão podem fazer muito. A experiência de Sinésio não é de se desperdiçar (aliás ele perdeu um penalty contra o Santa Cruz de Cuiarana,Salinas, na estreia).

Domingo a terceira rodada deverá apresentar novos atrativos, pois ninguém pode negar que o Parazão está forte e nunca os gigantes da capital se arrumaram tanto como agora. Estão com tanta confiança que “apertam” o Governo do Pará a liberar mais dinheiro em forma de premiação para o campeão, R$ 200 mil é o propalado, como se um deles já estivesse com a mão na taça, pensamento precipitado, mas quem pensa em perder ?

Quanto aos invictos só Paysandu sai de casa para enfrentar o Paragominas com o qual decidiu o campeonato passado e tem uma torcida que apoia o time comandado por Cacaio e no ataque o Aleilson que saiu sem provar o que vale durante a Série B pelo Papão. Favorecido pela tabela, não por sua ingerência é bom dizer, o Clube do Remo enfrenta o vice lanterna Santa Cruz de Sinomar Naves , do goleador Rafael Paty e do volante Mael que deixou o Zeca Pirão, presidente do Remo, falando só depois que anunciou como certa a presença do jogador no Baenão.

O São Francisco joga a primeira em seu território. O Leão santareno enfrenta o lanterna Independente de Tucurui. No outro jogo o Cametá, revelando o atacante Frutuoso, no Parque do Bacurau, seu campo, enfrenta os novatos do grupo indígena do Gavião de Marabá.

Até a próxima!




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Última modificação em Sexta, 17 Janeiro 2014 13:28

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