Edson Matoso

Minha gente do esporte o Parazão 2014 está uma parada! Tem interessantes temas que dissecando cada um me levaria muito além do limite deste espaço. Após a quarta rodada que acabou ontem, não teria dificuldade de tratar no mínimo de cinco pontos, até com certa polêmica, como a reação das torcidas deRemo e Paysandu contra o que consideram abusivo o preço de R$ 40 reais de uma arquibancada no REPA de domingo, no Mangueirão.

A questão socioeconômica poderia perfeitamente ser observada neste momento. Fui procurado aos montes pelo celular, redes sociais e pessoalmente com a mesma indagação: “Matoso não está caro o preço para o REPA?”Estranhei, pois o que mais a gente ouve é que o Brasil bamburra como a 6ª economia do mundo e que pobre a cada ano é figura que rareia. “Negativo,Matoso, procura ver as pesquisas que apontam os níveis de pobreza no Pará!”.Não li o suficiente para esta abordagem, no entanto diante de tantas queixas sucumbi e já acho que está salgado mesmo o preço do ingresso pro Leão x Papão,o primeiro do ano. Mas como manifestei no começo o tema merece abordagem específica que também passa pelos critérios de contratação, prestação de contas,que futebol cada vez mais se afasta dos pobres, etc, etc.

Que saber de outro tópico que me estimula a rolar a bola em passes certeiros? A campanha curiosa do representante de Santarém, de onde estou escrevendo pela primeira vez para o EstadoNet. O octogenário São Francisco lembra uma entrevista bem antiga, no rádio, lá do meu inicio de carreira, para uns verdade para outros folclore, mas não esqueço e muitos,provavelmente, também não, de uma famosa resposta à pergunta sobre determinado jogo em algum lugar do mundo da pelota, a de que “cheguemo, joguemo, não ganhemo nem perdemo, empatemo!”.

E não é que o estiloso Leão do Tapajós chega a uma posição destacada por ser um dos dois invictos da competição (o Remo segue sem perder,mas já não invicto 100%) depois que o Paysandu foi derrotado dentro da Curuzu pelo surpreendente Cametá, campeão paraense de 2012! O azul tapajônico fez o Remo começar perdendo pela primeira vez desde que iniciou o campeonato,completou seu quarto empate consecutivo e, embora sem perder, saiu do G4 e, de quebra, ainda fez ressurgir um dos ídolos da região, o goleiro Labilá de inesquecível campanha em 2009 como 1º Campeão Brasileiro da Série D pelo rival São Raimundo. Fez os parceiros da capital lembrarem de Ricardinho, Caçula, Boquinha, Aldair e Perema para muitos injustiçados ao serem preteridos pelos paraenses que disputaram os brasileiros de 2013. Mas futebol é isso mesmo!

Controlando o meu ímpeto na escrita vou logo partindo para o fecho e refletindo sobre a presença das torcidas nos estádios. Como Remo e Paysandu são as grandes referências começo logo pela ausência da Fiel Bicolor.No processo da viagem pra Santarém não tive muito tempo para reparar, contudo até antes da quarta rodada a torcida do Campeão dos Campeões amargava uma modesta 6ª posição entre as mais presentes no Parazão, não chegou a três mil pagantes em três jogos no seu caldeirão. Nada demais se levarmos em conta o grau de insatisfação que transborda entre todas as suas tendências pelo rebaixamento à Série C do Brasil e pelos reforços que não agradam.

O Fenômeno Azul dispara na liderança , todavia o público do segundo jogo como mandante foi cerca de 30% inferior ao primeiro que registrou 16 mil pagantes na dura vitória sobre o Cametá por 2 x 1. O certo é que classificado matematicamente para as finais do turno o Remo precisa provar mais para seu exigente torcedor que viu o time dos badalados Eduardo Ramos, Athos, Leandrão e Fabiano, goleiro eleito o melhor da partida, penar para ganhar do Santa Cruz, time criado pelo Senador Mario Couto, e na primeira fora de casa teve seus 100% barrados no empate de Santarém. Domingo tem o REPA, sempre dá boas lições.

Aguardemos a próxima. Assim como os franciscanos aguardam a manutenção da invencibilidade temperada por uma vitória. Um abraço de fé!




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