Edson Matoso

Encerrado o Remo 1 x 1 Nacional AM (um dia antes o Paysandu goleou o Princesa do Solimões AM por 6 x 1) na primeira edição da Copa Verde, bancada pelo canal fechado Esporte Interativo, encerra também para os paraenses a primeira etapa do ano. Antes do final da semana gorda de momo definições começaram quando o Clube do Remo ganhou o primeiro turno e a conseqüente condição de finalista do Parazão 2014 além de garantir vaga para a Copa Verde e Copa do Brasil de 2015. Portanto a máxima de que tudo começa após o carnaval não coube aqui no mundo da bola que, apesar de tantas queixas e contratempos, mostrou ser possível fazer o País andar a partir do primeiro passo, quero dizer do primeiro dia do ano.

Enquanto desde o começo da Copa Verde o Leão Azul ganha com dificuldade (embora tenha goleado o Paragominas por 4 x 2, depois do 2 x 1 que fez no jogo de ida, todos viram a pressão que o time tomou e venceu com um homem a mais aproveitando os ataques desesperados dos verdes do PFC, no Mangueirão) o Papão da Curuzu “atropela” seus adversários (“são mais fracos!”, ironizam seus rivais azuis. “Olha pra quem nós perdemos o turno”, dão o troco os bicolores). O Paysandu, antes dos 6 x 1 no campeão amazonense, fez 7 x 2 em Boa Vista e 4 x 0 em Belém sobre o Náutico, campeão de Roraima. Em três jogos foram 17 gols com média excelente de 5,6 gols por partida. Sofreu apenas três, saldo de 14 tentos.

O relato acima é bem óbvio para quem sabe, todavia novo para quem lê agora. Não me fixo tanto no Paysandu que tem calendário garantido para o ano todo. Aí mora a grande preocupação: CALENDÁRIO. “Pego no pé” do Clube do Remo, o centenário Leão Azul de Belém, não é por nada, é por tudo. Há seis anos o Remo está fora do contexto nacional do futebol.

 Torcedores das outras equipes (do Paragominas, que teve chance ano passado; do Cametá, que ganhou vaga em 2012, mas entregou ao Remo; do Independente, de Tucuruí, campeão de 2011, que não segurou a vaga e do São Francisco, de Santarém, que perdeu chance na última rodada para o quadrangular do turno de 2014) podem achar que estou contra eles, negativo! É uma situação específica, deste ano. O Remo, depois de muito tempo, investiu para valer na sua força, no seu prestígio, e tem tudo além da obrigação de voltar a Série D e imediatamente à C.

Apesar de Cametá e PFC terem apresentado boas condições de disputas com Independente e São Francisco chegando perto, vejo este ano os times da capital com mais chances de decidirem o título. Fico a vontade para tratar deste tema. Quando em 2009 o São Raimundo, de Santarém, mostrava sua pujança e eu abria o verbo mostrando a superioridade dos Loucos Alvinegros sobre remistas e bicolores, fui insultado por alguns torcedores da capital (rsrs): “puxa saco de mocorongo”. “Vai morar pra lá, te muda pra Santarém”. E outras pérolas da intolerância comuns entre humanos fanáticos. O fato se repetiu com o Galo Elétrico de Tucuruí, que limou a dupla REPA mesmo não atingindo o título nacional como o Pantera do Tapajós.

Para concluir: Remo e Paysandu depois de muito tempo se apresentam como absolutos, lado a lado. E o recado é direto para o Clube do Remo: não reclamem de tantos jogos. Todas as grandes equipes estão assim. Parem com essa queixa! Quando o Remo não tinha calendário reclamavam agora que disputa três competições, como poucos no Brasil, reclamam também (inclusive muitos de nós cronistas com este discurso pobre)! Parem de reclamar! Joguem! O Fenômeno Azul está pagando e muito bem à conta do Calendário no Ano da Copa.  

Bom carnaval e até a próxima!

 




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