Ruth Rendeiro

Ontem, em um restaurante, em São Calos (SP), um senhor de 70,80 anos dirigiu-se a mim e a minha filha e sorrindo disse: não casem amanhã. Respondi, também sorrindo: eu já casei um dia e ela ainda vai demorar. E ele complementou: amanhã é só independência. Disse até logo, tudo de bom e saímos. Não entendi e com tanta coisa a resolver não pensei mais no assunto. Só hoje, quando vi o Google verde - amarelo, é que a ficha caiu.

Talvez por não ser feriado, a mídia falou pouco na data. Não haverá congestionamentos monstros a caminho das praias paulistas ou para a região dos lagos cariocas, felizmente os acidentes nem serão comparados com os que aconteceram ano passado e ninguém faltará trabalho amanhã. E eu também nem lembrei que, há 182 anos, D. Pedro I proclamou a nossa independência (?) às margens do rio Ipiranga. Lição decorada e sem muito significado quandoeu tinha 7, 8 anos.

Esse período já teve, porém, grande importância na minha vida. Mais do que o dia 7 de setembro, os estudantes comemoravam o Dia da Raça, dia 5. Antes do desfile dos soldados, como dizíamos, com os pais levando principalmente os filhos (homens!) para talvez alguns anos à frente ser um deles, os colégios de Belém do Pará movimentavam a cidade com seus jovens vestindo roupas estranhas antes mesmo de amanhecer rumo à concentração de sua escola. Eu desfilei várias vezes pelo Colégio Visconde de Souza Franco. Sentindo-me a maior de todas as estrelas do bairro, um dia, lá pelos idos de 70, saí vestida de “mata mosquito”. Uma homenagem justa a Osvaldo Cruz e aos homens da Sucam que iam de porta em porta à caça de focos de mosquitos prejudiciais à saúde. Foi a primeira vez que usei botas!

Desse jeito era impossível esquecer o Dia da Independência!




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