Ruth Rendeiro

Nem sei quando começou. Mas há algumas décadas o Natal saiu de casa vestido de Papai Noel. Barba, cabelos e bigode brancos, barriga naturalmente protuberante e o inconfundível Hohohoroviraram tradição familiar a percorrer ruas da periferia de Belém. No saco vermelho bombons e pirulitos. Desnecessários. A sua presença bastava para iluminar o rosto das crianças e umedecer os olhos dos adultos.

Um Papai Noel já partiu. Deve estar assessorando São Nicolau lá no céu. Durante alguns anos a tradição ficou de luto, mas este ano voltou revigorada, cheia de entusiasmo e saiu às ruas de Ribeirão Preto. Uma cidade, como a maioria de São Paulo, silenciosa, com as pessoas recolhidas em seus lares, festejando muito intimamente a noite mágica. Mas Papai Noel e seus ajudantes de gorrinhos vermelhos não desistiram.

Sino na mão, saco com balas (os bombons viraram balas numa adequação de linguagem necessária) e o seu inconfundível Hohohoho, lá foi ele. Alguns gritos infantis abalaram poucos prédios. Mas sempre à distância. Nem mesmo o convite do Bom Velhinho para que descessem foi atendido. Algumas mais efusivas clamavam: sobe aqui Papai Noel, mas em nome da segurança e o medo da violência era proibida a entrada de estranhos. E lá se foi o Papai Noel meio solitário pelas ruas paulistas.

São Nicolau deve ter dado a dica e ele se postou em frente à igreja aguardando o fim da missa. Com a alma leve, típico de quem tem fé, o sorriso iluminava o rosto de cada um dos que deixavam o templo. Adultos voltavam a ser crianças, crianças sendo crianças. Todos em busca da balinha de valor quase simbólicosupervalorizada pelas mãos do Papai Noel.

Um docinho, um abraço, um afago e a Noite se fez mais Feliz em Ribeirão Preto.




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