Lúcio Flávio Pinto

Dos 750 quilômetros entre Manaus e Boa Vista, a capital de Roraima, no ponto mais setentrional do país, faltam 121 quilômetros para a conclusão da sua interligação energética ao restante do país. Roraima é o único Estado ainda isolado do sistema integrado nacional. A linha de transmissão empacou nesse trecho porque precisaria atravessar a terra indígena Waimiri Atroari.

A Funai não autorizou a passagem e com isso Roraima continua a gastar derivado de petróleo em usinas térmicas para complementar a energia hidrelétrica que vem da Venezuela. O custo anual, que é de 450 milhões de reais, poderá saltar para R$ 1 bilhão se for cortado o suprimento venezuelano.

Por onde a linha de transmissão vai passar, a reserva já é cortada pela BR-174, que também demandou tempo e cuidados para atravessar a terra indígena. A solução seria instalar as torres à margem da pista rodoviária, com o menor dano possível, para atender uma aspiração legítima, justa e econômica para o Brasil.

Como o impasse persiste há três anos e a concessionária, controlada pela Eletronorte e a Alupar. ameaça devolver a concessão da linha, o assunto passou a ser tratado entre os ministérios de Minas e Energia e da Justiça, segundo noticia O Estado de S. Paulo de ontem.

A causa indígena merece toda atenção e prioridade dadas as condições desiguais com que elas são tratadas diante dos temas nacionais. Mas neste caso a resistência parece descabida. Ou, talvez, tenha outra motivação.




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