Miguel Oliveira, editor de O Estado do Tapajós

O advogado José Ronaldo Campos é mais uma vítima moral do falastrão presidente da OAB Pará, Jarbas Vasconcelos.

Sem explicar, até hoje, de forma convincente, o imbróglio do terreno da OAB em Altamira, Jarbas se referiu à performance de José Ronaldo, na sabatina da entidade com os candidatos ao quinto constitucional do desembargo do TJE, de forma leviana e desrespeitosa ao advgoado santareno.

José Ronaldo emitiu uma nota, ontem, em sua página no facebook, com o seguinte teor:

Em um cenário adredemente preparado, após aguardar aproximadamente seis angustiantes horas no centro do salão onde são realizadas as sessões plenárias do Conselho Seccional da OAB, fazem o pregão e eu sou levado a “julgamento”.
Durou poucos minutos: quatro perguntas apenas, com dois minutos para cada resposta. E eu ali..., perplexo, nervoso, angustiado com tudo que observava e ouvia, sentindo-me extremamente mal. 
Ninguém pode imaginar o meu estado psicológico dentro daquele cenário. Tive vontade de largar tudo e sumir dali, até porque poderia, mas não fiz, mesmo fragilizado pelas circunstâncias enfrentei a comissão arguidora.
A comissão, de início, não observou que a escolha dos doze candidatos (figurei como o quarto mais votado no Pará, sem sair de Santarém ou gastar dinheiro para conquistar votos) ocorreu exatamente na véspera da sabatina, obrigando-me a viajar de madrugada, quase à exaustão por ter acompanhado diretamente e o dia todo (não podia ser diferente) a consulta e contagem de votos no dia 29/01, para estar antes das nove horas do dia 30 na capital, com desgaste físico e emocional, pois passei a noite toda sem dormir. Pensam que o Pará se resume na metrópole, que é só pegar o carro e está tudo resolvido. 
Olvidaram toda minha vida dedicada à OAB, com sete mandatos (3 em Santarém, inclusive a presidência, 3 em Belém e 1 em Brasília), o meu tempo de magistério superior na área de Direito, com especializações e mestrado, o meu exuberante currículo, os meus 33 anos de advocacia, por conta de quatro singelas perguntas que não possuem o condão de aferir a capacidade intelectual de ninguém. Respondo todos os 48 questionamentos, e não apenas 4, podem ter certeza, com profundidade, desde que em condições normais, não à exaustão pela tensão do penúltimo dia, com viagem intervalar, sono e cansaço.
Era o nono da lista a ser arguido e, nessa condição, acompanhava respondendo, embora silentemente, todas as perguntas anteriores, podendo afirmar que alguns dos aprovados não se saíram bem, o que não os critico, pois sei o quão difícil foi essa angustiante exposição pública. 
Não bastasse a exclusão da lista sêxtupla pelo conselho ao qual servi com zelo, amor e dedicação por três longos mandatos, que me premiou com o colar do mérito advocatício, grau ouro, sem falar na comenda que guardo em meu escritório, subscrita pelo ex-presidente nacional, Rubens Approbato, pelos relevantes serviços prestados à advocacia brasileira, vai o presidente da Seccional do Pará para as redes sociais estampar, como troféu, mutilando e enxovalhando o meu nome e a minha reputação, em tom desafiador, o que para ele seria a causa ou as causa de reprovação de três candidatos (por que não os 6?), justamente os que figurariam na lista sêxtupla, caso fosse obedecida a ordem de consulta direta feita aos advogados paraenses, como outrora.
Excluíram o segundo, o terceiro e o quarto colocados para incluir na lista sêxtupla os reprovados pelo voto direto e democrático de nossos pares.
O que restou do certame?
O esperado, o óbvio! 
Agora a lista está completa e é dele, todos são amigos do rei. 
Não sei se vai, nem quando vai passar a minha dor pela exposição do meu nome da forma mais cruel, violenta e agressiva na mídia, atingindo toda a minha família e amigos, que sofrem com a repercussão desse maldoso ato por quem tinha e tem o dever de preservar os seus pares.
Muito triste..

José Ronaldo Dias Campos




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Última modificação em Segunda, 02 Fevereiro 2015 10:12

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