Sexta, 04 Abril 2014 12:41

Fatos ou boatos?

Escrito por Edson Matoso

Uma semana de frases e fatos ganhadores dos maiores espaços da mídia em vez dos verdadeiros motivos deste inicio de temporada: as competições (Parazão, Copa Verde e Copa do Brasil).


Vou tentar resumir em quatro as situações. Começo com a base. No Paysandu Leandro Carvalho, 19 anos, vinha “arrebentando” e provocando suspiros da torcida e louvores da imprensa. De repente disse que a virilha doía. Liberado para tratamento não foi e nem apareceu para um treino programado. O técnico Mazolla Junior disse que ia afastá-lo dos profissionais. O presidente Vandick procurou o pai do atleta para saber o que estava acontecendo. Espero que neste momento tudo esteja explicado e Leandro volte para mostrar do que é capaz com a bola.


No Remo, a entrada do Rodrigo no meio campo contra o Independente de Tucuruí deu dinâmica ao time e encerrou, acredito um episódio que prometia justiça trabalhista. A causa: escolhido pela ESPN como o melhor meia da Copa Brasil Sub 20 de 2014, Rodrigo não foi para a Copinha em São Paulo com a promessa de ser aproveitado entre as novas feras do Leão.Não se quer foi relacionado entre os profissionais azuis para o Parazão. Ele e os seus pais se chatearam também com atraso de pagamento. Parece que tudo está resolvido. Tomara!


Essa garotada precisa ser olhada com mais atenção. O Papão até que deu mais chance, depois do tombo da Série B,mas o caso do Leandro Carvalho chamou atenção para outra deficiência que deve ser cuidada. O Leão só depois de ver seus medalhões fraquejarem começou abrir espaço para alguns dos seus garotos como Rodrigo e Rony que voltou chamado pelo prof. Walter Lima. Sem chance Rony deixara o Baenão para trabalhar numa oficina mecânica.


Duas outras situações envolvem os importados Leandrão, do Remo, e Everton do Paysandu. O remista jura que não quis dizer que o REPA estava, foi ou perdeu a graça. Pior é que teve torcedor e cronista que concordou com ele. Se ele disse ou como disse foi ou não foi dito o certo é que caso o REPA comece a ser tratado desse jeito como ficará definitivamente o nosso futebol? Até ano passado o que mai se ouvia era “sem REPA não em graça”, “REPA é que dá lucro”, “esses times do interior nada acrescentam”. Engraçado, depois de tantos anos volta o REPA e valendo pontos e a gente já enjoou? Durma com um barulho desses.


Quanto a despedida que acabou não sendo do meia Everton do Paysandu, que se disse ameaçado ainda em função daquela história dos pontos perdidos pela Portuguesa de Desportos, onde jogava e entrou de forma irregular no brasileiro do ano passado, até que me provem o contrário não passou de oba oba. Nem o Vandick, o presidente bicolor, sabia direito. E o Everton acabou tendo apoio integral de todos (???). Afinal o que houve mesmo? Tudo muito mal explicado nesta anunciada aposentadoria. Everton jurou amor e fica até o fim do contrato na Curuzu. Menos mal. Quanto a questão do Everton na Lusa, sinceramente, não consigo ver culpa nele.


Viram, quase esqueço o verdadeiro motivo da coluna: o futebol. A bola rola no segundo turno do Parazão, com Paysandu x Independente, Santa Cruz x Cametá, São Francisco x Paragominas e Gavião x Remo. O Papão precisa vencer e não depender de nada para se classificar ao G4. O Galo Elétrico sem precisar dos outros precisa vencer uma e empatar outra. Ao Mapará uma vitória e um empate garantem. O Leão do Tapajós tem de ganhar as duas próximas e esperar o tropeço do Leão de Belém, que está na mesma situação dos mocorongos. O Paragominas ganhando os dois Leões entra no G4. O Tigre de Cuiarana, rebaixado ao lado do Gavião, tem chances remotas de entrar no G4 do returno.

Até a próxima!

Sexta, 28 Março 2014 11:22

Pronto, chegou o técnico!

Escrito por Edson Matoso

Pronto, se o problema era esse, tai Roberto Fernandes, o técnico do Clube do Remo, que veio de fora. Após o empate com o santareno São Francisco, 1 x 1 na quarta-feira, 26 de março, dentro do Mangueirão, a diretoria não agüentou mais as pressões de grupos de torcedores, de membros da diretoria, compartilhadas por boa parte da mídia.

Esses seguimentos pró reforços importados não aturavam Charles Guerreiro desde o inicio, engoliram obrigados o Agnaldo, tido apenas como mero motivador ao qual atribuíam o “vamos lá, vamos lá!”, na beira do campo para seus comandados, insuficiente para enfrentar as novas estratégias do futebol com seus sistemas cada vez mais repetidos e propagados pelos adeptos da fala difícil no uso da numerologia com os seus 4-4-2; 3-5-2; 3-6-1 etc etc etc, mas que, sinceramente, não consegui enxergar  claramente em nenhum dos times que vi jogar o Parazão, a não ser quando fica evidente o chamado povoamento excessivo no setor de meio campo, penso que, independente desta ou daquela quantidade de jogador, porém dependente sim do comprometimento e condições física e técnica dos mesmos, também dependendo do adversário.

Pronto, se o problema era trazer técnico de fora o problema está resolvido, pelo menos para os que acreditam que realmente é essa a questão menos o Agnaldo, ele segue como auxiliar técnico e coordenador do Leão de Antonio Baena, que ao ser anunciado o Roberto Fernandes disse que “o problema do Remo não é treinador”. O tempo dirá!  O certo é que o Remo já tem o título do primeiro turno e vai decidir o Parazão 2014 de olho na única vaga paraense para a Série D do Campeonato Brasileiro da temporada.

Mas esperem, aí tem outra questão! O Paysandu é o líder do segundo turno com 10 pontos ganhos, situação que não incomoda os azulinos da capital considerando que os bicolores não são seus adversários na disputada e cobiçadíssima vaga da Série D. Mas Independente de Tucuruí, segundo lugar com nove pontos e um jogo a menos, o São Francisco de Santarém com sete pontos e  em quarto lugar o Cametá com cinco pontos ganhos até que ponto buscam apenas o prêmio da meritocracia do Governo do Pará, principal patrocinador da competição? Pelo jeito querem mais. Tucuruí e Cametá recentemente ganharam o Parazão e seguem no bloco dos que encabeçam as disputas. Os azuis do Tapajós andam batendo na trave. O Clube do Remo é o sexto colocado embora tenha um jogo a menos, exatamente com o Independente, mas uma vitória sobre o Galo Elétrico ainda não o faria superior ao São Francisco na pontuação, pelos números de hoje.

Há no meio remista o propósito claro de pontuar e chegar à semifinal do returno. O Parazão está assim: O Santa Cruz, de Salinas, rebaixado. O Gavião, de Marabá, precisaria ganhar seus próximos três jogos e torcer para que Paragominas e São Francisco perderem todos os seus, o que parece improvável.

O Paragominas, com três pontos, para entrar no G4 do segundo turno precisaria ganhar os jogos restantes: Gavião em casa e São Francisco e Remo fora de seus domínios,  além de torcer por outras derrotas de remistas e franciscanos e do próprio Cametá. Considerando a quinta rodada, neste fim de semana, o  Paysandu (joga contra o Clube do Remo)  e o Independente de Tucuruí, que no Navegantão, enfrenta o rebaixado Santa Cruz, precisam apenas de uma vitória para a classificação. O encontro entre Cametá x São Francisco reúne pretendentes de pelo menos uma vaga.

O clássico Remo x Paysandu, no Mangueirão, domingo a tarde, tem como atrações, além da tradição, a estréia do novo técnico azul, a invencibilidade bicolor, o jejum do Leão e a chance da classificação antecipada do Papão.

Até a próxima!

 

Sexta, 21 Março 2014 11:18

Parazão e Copa Verde

Escrito por Edson Matoso

O São Francisco, de Santarém, joga neste sábado(22h no estádio Navegantão, contra o Independente de Tucuruí, na conclusão da terceira rodada do returno do Parazão 2014. É bom lembrar, contudo, que a segunda rodada ainda não foi concluída o que acontecerá dia dois de abril com Remo x Independente. Alguns números, porém, mostram tendências bem diferentes do primeiro turno conquistado pelos remistas.

 O São Francisco, por exemplo, que no primeiro turno empatou os quatro jogos iniciais agora ocupa a vice liderança somando seis pontos em dois jogos ( 2 x 0 no Santa Cruz e 3 x 1 no Gavião). O Independente, primeiro campeão paraense fora da região metropolitana de Belém, que nas primeiras cinco rodadas do turno empatou quatro e perdeu uma e alcançou a primeira vitória apenas na sexta rodada, 2 x 1 no Paysandu, arrancou também no returno com três pontos na vitória de 2 x 1 sobre o Paragominas,  vice campeão paraense de 2013 e atual lanterna do returno. Observe, portanto que os contendores deste sábado são os únicos com 100% de aproveitamento. Muito interessante! Mas ainda tem uma boa trilha até a definição do G4 que apontará o outro finalista do Parazão 2014. Além do mais os olhares dos maiores investidores do futebol paraense estão voltados para o REPA da I Copa Verde.

Domingo, às 19h30min, Mangueirão, Remo x Paysandu decidem quem  vai decidir com o representante de Brasília a I Copa Verde, evento criado pela CBF com a participação ousada do canal fechado de TV Esportivo Interativo. A continental Amazônia sempre foi motivo de discursos fantásticos, mirabolantes, ufanistas, que provocam emoções exageradas para certos seguimentos do planeta, contudo seu povo vive a mercê de pequenas esmolas estatais. Tudo muito distante das reais necessidades e merecimentos amazônicos apesar d gigantesco almoxarifado que é em tudo que se possa pensar de matéria prima para mover o mundo.

 Mas chegou com o futebol a possibilidade de conquistar novos olhares para a região? “A Copa Verde foi feita para Remo e Paysandu”, há quem creia firmemente! “Com certeza, afinal temos a maior torcida do Norte e uma das mais fanáticas do Brasil”, disso ninguém duvida! “Mesmo assim perdemos para Manaus e Cuiabá a condição de sub sede da Copa”. Disso ninguém esquece! Não seria a Copa Verde um afago para arrefecer o remorso de quem manda e desmanda no futebol brasileiro? O campeão tem vaga na Sul Americana, uma espécie de segundona do continente, mas hoje alvo de cobiça pelos grandes de todos os países sul americanos.

Leão x Papão devem lotar o Mangueirão domingo. O Paysandu venceu o primeiro jogo por 1 x 0 e precisa só empatar. “A melhor defesa é o ataque. Nós vamos pra ganhar”, é voz única na Curuzu. Nos meios remistas a esperança é grande de fazer dois gols de diferença. O técnico interino, Agnaldo de Jesus, entende que tem time para isso.  Azulinos e bicolores vivem reclamando da arbitragem local, com razão em vários casos, todavia quando impõem suas condições de jogo superam tanto que chegaram a final do turno e continuam como favoritos. A desconfiança nos árbitros daqui e a facilidade com que andam ganhando dinheiro de rendas, patrocinadores, colaboradores e dos sócios da Nação Azul e Fiel Bicolor levam seus cartolas a não terem pena de gastarem valores em torno de R$ 20 mil em cada vinda dos árbitros da FIFA. Domingo tem outro trio FIFA.

Emoção não vai faltar. Com a vantagem do empate o Papão de Mazolla Jr entra acreditando no conjunto do grupo com base regional destacando Djalma e Yago Picachu, a experiência de Everton e os gols de Lima. O Leão, de Agnaldo e Pirão, ainda deposita confiança nas feras Eduardo Ramos, Athos, Potyguar, Zé Soares e Leandrão contratados para trazer de volta ao Baenão o brasileiro das séries D e C. Vou ficar de olho comentando pela Cultura FM 93,7.

Até a próxima!

 

Sexta, 14 Março 2014 09:58

O purgatório de Charles Guerreiro

Escrito por Edson Matoso

Aprendi desde o catecismo para a primeira comunhão o que é, contudo me socorro ao dicionário Aurélio para o texto ficar mais determinado. Purgatório é o lugar de purificação das almas dos justos antes de admitidas na bem-aventurança. Purgatório é qualquer lugar onde se sofre por algum tempo. Purgatório é um lugar de expiação, padecimento, sofrimento. (BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA, Aurélio. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira S.A. 1998. 2ª Edição. P.1419)

Charles Guerreiro do céu ao inferno. “Acho que não!”, como diz uma vinheta da Rádio Clube do Pará na voz do polêmico cronista Paulo Fernando, o Bad Boy. Eu também penso assim. Charles do Céu ao inferno? Nunca percebi isso na passagem de nove meses que Charles teve pelo Clube do Remo. Viveu no purgatório!

Os noticiários esportivos poderiam destacar que após a conquista do primeiro turno do Parazão 2014, ausente do Baenão há cerca de uma década, e a classificação histórica às semifinais da I Copa Verde, ao empatar com o Nacional AM em 2 x 2, no primeiro teste FIFA da Arena da Amazônia, um dos palcos da Copa do Mundo 2014, no Brasil (classificação histórica, sim, considerando que nós paraenses não ganhamos tal condição por incompetência política dos que detinham o poder de então. Histórico pois considerando que o futebol vive desses fatos e a FIFA, como grandes clubes do mundo, sabem muito bem tratar desses produtos promocionais de suas marcas,ainda teve o mineiro Max, zagueiro do Clube do Remo PA, marcando os dois primeiros gols de momento emblemático do esporte bretão) e dias depois ser humilhado em pleno Mangueirão pelo Internacional RS goleado por 6 x 1, pela Copa do Brasil da temporada, levaram o técnico Charles Guerreiro do céu ao inferno do futebol. Nunca vi assim! Charles viveu no purgatório, mesmo com as vitórias.

Duas situações que levariam qualquer treinador a índices altíssimos de popularidade em qualquer agremiação do planeta. Menos com Charles Guerreiro, no Clube do Remo! Foi assim desde sua chegada ao Leão Azul da capital. Estava em alta no Paragominas, mas a tentação de dirigir um dos maiorais do estado foi constante. Foi um vai lá vem cá danado. Antes de definir sua contratação, só era boato até então, seguia em Paragominas e não escapou da pecha de mercenário, sem ser! Essas negociações são normais no futebol. Ele cumpriu a missão no município verde. Nada impediria sua saída para outro time. Não entendiam assim alguns cronistas, torcedores e dirigentes verdes.

Mas Charles nove meses atrás desembarcou no Baenão. Sua presença, todavia, não inspirava suspiros de completa satisfação azulada. Corneteiros, fanáticos ou torcedores comuns logo o relacionariam com o maior rival graças sua brilhante carreira iniciada no Paysandu seguida de passagens vitoriosas no Flamengo RJ que o levaram à seleção brasileira. Nada disso interessava. “Charles é mucura!” Acusavam seus desafetos também nas redes sociais em referência pejorativa ao grande adversário da Curuzu com Almirante Barroso.

Não deu mais. Charles caiu ontem à tarde. Ele não é mais técnico do Clube do Remo. Agnaldo, o auxiliar, assumiu a função bradando que “no Remo não há lugar para amadorismo”, referência possivelmente para alguns jogadores que até agora nada apresentaram de comprometimento com o clube apesar de altos salários como é propalado por parte da mídia.

Sei que tem o Remo x Paysandu domingo na primeira partida de duas que definirão o finalista da I Copa Verde para decidir o título com um de Brasília e assim ganhar uma vaga brasileira na Copa Sul Americana, mas preferi fixar estas palavras no Charles Guerreiro por entendê-lo como um dos mais importantes nomes que o futebol paraense já produziu para o País e não me somo aos que o detratam, pessoa humana digna, porém devo reconhecer que jamais operou no céu azulino, coisa de paixão, de pele, entendem? Poucos o queriam lá. Viveu no purgatório! Até a próxima.

Sexta, 07 Março 2014 09:34

Agora é Copa Verde

Escrito por Edson Matoso

Essa história de quem tenta desqualificar a Copa Verde é estória, é blefe! Vale e vale muito! É a perspectiva mais clara do Pará voltar a ter um representante em uma competição internacional (o campeão da CV tem vaga garantida na Copa Sul Americana). Remo e Paysandu, com a eliminação do Paragominas alimentam esperanças. Os bicolores estão mais próximos depois da goleada de 6 x 1 no Princesa do Solimões, campeão amazonense, jogo de ida em Belém, no passado 26 de fevereiro. O segundo encontro será na tarde deste sábado no estádio Gilberto Mestrinho, em Manacapuru, distante 84 km da capital Manaus. O técnico Mazolla Júnior leva o que tem de melhor no elenco do Papão.

O Clube do Remo tem uma missão mais difícil não impossível. Ao empatar em 1 x 1 com Nacional AM, em pleno Mangueirão, no dia 27 próximo passado, quebrou uma idéia que estava bem clara para quase todos: a vitória do Leão Azul, para os amazonenses incentivados pelo seu governador Omar Aziz, o pensamento era outro. E foi. Os leões azuis revivem velha rivalidade do futebol de Pará x Amazonas.  O palco será a Arena Amazônia construída para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil (lembramos que os irmãos amazonenses ganharam a luta política/econômica, nós “chupando o dedo”, apesar do futebol de paixões que coloca as torcidas de Remo e Paysandu entre as mais presentes e fanáticas do Brasil) e serve como o primeiro dos três testes ( além da segurança a iluminação será observada) determinados pela FIFA antes do Mundial. Promessa de jogão. O Remo vai com tudo. O Nacional com tudo espera principalmente após ser eliminado pelo Fast Club da atual etapa do campeonato do Amazonas.

Enquanto o Paysandu pode perder até por quatro gols de diferença o Clube do Remo precisa vencer ou empatar por um placar a partir de 2 x 2. O Naça se classifica com o 0 x 0. O placar de 1 x 1 leva a cobrança de tiro livre direto da marca da cal. Vale destacar que esta é uma competição bancada pelo canal fechado de TV Esporte interativo criando uma importante possibilidade para o futebol nortista que não anda muito bem das pernas no ranking da CBF por motivos diversos.

Agora é a Copa Verde, pois o Parazão 2014 só volta no meio da próxima semana com a segunda rodada. A abertura do returno, Taça Pará, encerrada na quinta-feira, seis de março, apresentou novidades em relação ao primeiro turno vencido pelo Clube do Remo. Na quarta, o Paysandu fez 2 x 0, mas cedeu a pressão do Gavião, dentro do estádio Zinho Oliveira, em Marabá, e o jogo acabou empatado em 2 x 2. No Parque do Bacurau, em Cametá, a partida bem disputada acabou empatada em 2 x 2 entre Cametá e Remo.

Portanto os gigantes da capital que no primeiro turno apresentaram reais condições de os credenciarem como favoritos para esta fase da competição iniciaram nas posições derradeiras do G4 disputando com Cametá e Gavião com um ponto ganho cada, pois os líderes da fase são, com três pontos cada, o São Francisco, de Santarém, que venceu no Colosso do Tapajós o Santa Cruz de Cuiarana por 2 x 0, e o Independente de Tucuruí, que perdia por 1 x 0, mas virou e fez 2 x 1 no Paragominas, no estádio Navegantão.

Quem vai aproveitar a situação em que se encontram Leão e Papão? Os dois da capital, além do Parazão, disputam a Copa Verde e já entrarão em campo pela Copa Brasil. Até que ponto remistas e bicolores agüentam apesar de terem elencos suficientes para tais condições, especialmente o Remo? É sempre bom lembrar que independente de qualquer coisa o Clube do Remo, precisa afastar o fantasma de não disputar a Série D do brasileiro. Fora os azuis de Belém só o rival da Almirante Barroso pode vencer o returno. Algum dos interioranos pode aprontar? Dois arrancaram na frente.

Até a próxima.

Sexta, 28 Fevereiro 2014 11:03

Calendário no ano da Copa

Escrito por Edson Matoso

Encerrado o Remo 1 x 1 Nacional AM (um dia antes o Paysandu goleou o Princesa do Solimões AM por 6 x 1) na primeira edição da Copa Verde, bancada pelo canal fechado Esporte Interativo, encerra também para os paraenses a primeira etapa do ano. Antes do final da semana gorda de momo definições começaram quando o Clube do Remo ganhou o primeiro turno e a conseqüente condição de finalista do Parazão 2014 além de garantir vaga para a Copa Verde e Copa do Brasil de 2015. Portanto a máxima de que tudo começa após o carnaval não coube aqui no mundo da bola que, apesar de tantas queixas e contratempos, mostrou ser possível fazer o País andar a partir do primeiro passo, quero dizer do primeiro dia do ano.

Enquanto desde o começo da Copa Verde o Leão Azul ganha com dificuldade (embora tenha goleado o Paragominas por 4 x 2, depois do 2 x 1 que fez no jogo de ida, todos viram a pressão que o time tomou e venceu com um homem a mais aproveitando os ataques desesperados dos verdes do PFC, no Mangueirão) o Papão da Curuzu “atropela” seus adversários (“são mais fracos!”, ironizam seus rivais azuis. “Olha pra quem nós perdemos o turno”, dão o troco os bicolores). O Paysandu, antes dos 6 x 1 no campeão amazonense, fez 7 x 2 em Boa Vista e 4 x 0 em Belém sobre o Náutico, campeão de Roraima. Em três jogos foram 17 gols com média excelente de 5,6 gols por partida. Sofreu apenas três, saldo de 14 tentos.

O relato acima é bem óbvio para quem sabe, todavia novo para quem lê agora. Não me fixo tanto no Paysandu que tem calendário garantido para o ano todo. Aí mora a grande preocupação: CALENDÁRIO. “Pego no pé” do Clube do Remo, o centenário Leão Azul de Belém, não é por nada, é por tudo. Há seis anos o Remo está fora do contexto nacional do futebol.

 Torcedores das outras equipes (do Paragominas, que teve chance ano passado; do Cametá, que ganhou vaga em 2012, mas entregou ao Remo; do Independente, de Tucuruí, campeão de 2011, que não segurou a vaga e do São Francisco, de Santarém, que perdeu chance na última rodada para o quadrangular do turno de 2014) podem achar que estou contra eles, negativo! É uma situação específica, deste ano. O Remo, depois de muito tempo, investiu para valer na sua força, no seu prestígio, e tem tudo além da obrigação de voltar a Série D e imediatamente à C.

Apesar de Cametá e PFC terem apresentado boas condições de disputas com Independente e São Francisco chegando perto, vejo este ano os times da capital com mais chances de decidirem o título. Fico a vontade para tratar deste tema. Quando em 2009 o São Raimundo, de Santarém, mostrava sua pujança e eu abria o verbo mostrando a superioridade dos Loucos Alvinegros sobre remistas e bicolores, fui insultado por alguns torcedores da capital (rsrs): “puxa saco de mocorongo”. “Vai morar pra lá, te muda pra Santarém”. E outras pérolas da intolerância comuns entre humanos fanáticos. O fato se repetiu com o Galo Elétrico de Tucuruí, que limou a dupla REPA mesmo não atingindo o título nacional como o Pantera do Tapajós.

Para concluir: Remo e Paysandu depois de muito tempo se apresentam como absolutos, lado a lado. E o recado é direto para o Clube do Remo: não reclamem de tantos jogos. Todas as grandes equipes estão assim. Parem com essa queixa! Quando o Remo não tinha calendário reclamavam agora que disputa três competições, como poucos no Brasil, reclamam também (inclusive muitos de nós cronistas com este discurso pobre)! Parem de reclamar! Joguem! O Fenômeno Azul está pagando e muito bem à conta do Calendário no Ano da Copa.  

Bom carnaval e até a próxima!

 

Sexta, 14 Fevereiro 2014 09:40

Guerra à arbitragem do Parazão

Escrito por Edson Matoso

Enquanto cartolas tentam desviar atenção da torcida e não explicam causa de tão pequeno interesse aos seus projetos Nação Azul e Fiel Torcedor resolvem colocar a culpa de tudo que é ruim em cima da arbitragem nem percebem como seus times evoluíram..

O Leão saiu do time do papel para o campo, joga com raça, determinação, sentido de equipe,marca, ataca e faz gol. Só no Cametá nove pontos. E olha que o Cametá perdeu em vitórias apenas para a dupla REPA.

Já o Papão após a assombrosa pré-temporada com apenas 18 atletas teve um técnico comprometido, o Mazolla Jr, que confiou na molecada e se dá ao luxo de poupar titulares, sem perder o foco e também está na final do 1º turno.

A arbitragem tem sim alguns problemas este ano, mas não pode ser responsabilizada, como por exemplo, pelo rebaixamento precoce do Paysandu da B para C e pela ausência demorada do Remo no Campeonato Brasileiro.

Que o José Guilhermino, responsável pelos árbitros, trate de conversar com seus parceiros de apito.

Que Pirão e Vandick reconheçam a evolução de seus times e tratem de conseguir achar a causa, não vou dizer culpados, mas a causa de tanto desinteresse de seus milhões de torcedores pelo vencedor projeto tipo sócio torcedor (Nação Azul/ Fiel Torcedor), que bombam em outras praças, mas aqui nada. Por quê?

Leão x Papão voltam a decidir. Mazolla Jr, técnico bicolor, disse preferir o rival que "vai ter de lutar muito para se classificar à D", no Bom Dia Para, de segunda-feira passada. Enquanto entre os azuis o técnico Charles Guerreiro saudou a vitória da união do grupo depois de toda tempestade que passou pelo Baenão.

O meu texto é claro. Admito falhas na arbitragem. O curioso é que Remo e Paysandu estão nas finais. Finalmente de novo e com seus méritos, creio, diante de tudo que vi no turno. Só falta agora alguém dizer que o Paragominas não perdia há cinco jogos para o Remo, na Arena Verde, por causa de árbitros ( vejam bem: eram cinco jogos, 450 minutos, mas os remistas quebraram o tabu ontem ao vencerem por 2 x 1); que o Remo conseguiu ficar fora de série no brasileiro todos esses anos por causa de árbitro e que o Paysandu foi imediatamente rebaixado da B pra C (vejam bem: foram 38 jogos, 3.420 minutos) por causa dos árbitros daqui.

Todos têm, e respeito, suas opiniões e interesses, mas não sou obrigado a aceitar como ninguém é obrigado a acatar minha opinião, contudo pergunto: qual o investimento que há para a capacitação dos nossos árbitros? Os clubes, principalmente Remo e Paysandu, recebem fartas verbas de apoio, inclusive do Governo, e com justiça pelo que representam junto à população, mas quais os seus resultados práticos? Ganhamos o quê desde 2009 (quando o São Raimundo de Santarém foi o primeiro campeão da Série D)? Quantos e quais jogadores revelaram para o cenário nacional, com negociações claras de seus clubes? Os árbitros, mesmo sem tantos investimentos, cravaram uns três no quadro nacional e o Dewson está entre os melhores do País.

Desculpem, procuro entender as paixões clubísticas e as aproximações com os atores da cena (quero deixar claro que sou um admirador do Vandick e gosto de apreciar "o peito" do Pirão), mas não concordo que ocupem todos os espaços da mídia (grande parte permissiva com o bla bla bla dos pretextos) para tripudiar do grupo mais fácil de ser acusado. Não será com tanta ira contra a arbitragem local que Remo e Paysandu vão voltar ao lugar que merecem: a elite do futebol brasileiro.

Chororô a parte, dos que estão na final é bom dizer, conseguiram o queriam graças a abundância financeira que toma conta dos cofres azuis e bicolores sempre em dia com suas folhas de pagamento. A arbitragem do REPA domingo será da FIFA ao custo de R$ 21.600,00 contra os R$ 5.205,00 se os árbitros fossem daqui. Os apitadores locais ralaram, chuparam osso, se enlamearam e foram “esculhambados”, preparam todo o caminho para o filé ficar com a arbitragem da FIFA, democraticamente. Na base do manda quem pode e obedece quem tem conta para pagar. Que vença o melhor.

Até a próxima.

Sexta, 07 Fevereiro 2014 15:44

RE x PA à vista na decisão

Escrito por Edson Matoso

Depois do Paysandú empatar em 1 x 1 com o Paragominas, na Arena Verde, e o Clube do Remo vencer por 2 x 0 o Cametá, no Parque do Bacurau, nos jogos de ida das semi finais do primeiro turno do Parazão 2014, a Taça Cidade de Belém está na iminência de ser decidida por um RE x PA.

 

Sei muito bem que cada jogo é uma história, contudo é possível explicar a tendência para o turno ser decidido pelo clássico da Amazônia. Observando os números da competição e as variantes de jogo para jogo um Remo x Paysandú penso que tem 60% de probabilidades. O Paysandu precisa só empatar, o que não quer dizer que na partida deste sábado frente ao Paragominas o jogo vai terminar empatado, ainda com um goleador nato como Lima e o próprio Aleilson do time verde, mas é fortíssima a chance bicolor de ganhar logo a primeira vaga de finalista.

 

A vantagem do Remo é disparadamente maior. Num jogão de bola no Parque do Bacurau, o time de Charles Guerreiro jogou como deve ser jogado um jogo. Marcou, correu, chutou, passou, deu de bico e fez golaço. Sentido de equipe como ainda não tinha visto no atual grupo em que a individualidade de Zé Soares, Eduardo Ramos, Thiago Potyguar e Athos sempre foi o mais alardeado. Pra mim a melhor partida dos azulinos mesmo porque o Cametá foi um belíssimo adversário e fez o goleiro Fabiano evitar em pelo menos três vezes a bola chegar as suas redes. O Leão Azul pode perder por diferença de dois gols e ainda entra na final.

 

Sim, “mas e os 40% das probabilidades para outro jogo na decisão?, perguntaria você. A opinião nem sempre agrada, ainda mais quem se sente preterido. Não é o caso. O Papão da Curuzu teve dois momentos que resumiriam uma campanha regular: ao ganhar o confronto com o maior rival por 2 x 1 e ao fazer a maior goleada do campeonato quebrando a invencibilidade do oponente nos 6 x 0 sobre os santarenos do São Francisco. Resultados que alavancaram o time de Mazolla Júnior, todavia não podemos desconsiderar algumas incertezas que existem na equipe que sofreu com sua precária pré temporada e a formação d time em plena competição ao contrário de seus adversários, após seu rebaixamento para a Série C além de receber o desprezo do torcedor Fiel. Traduzindo. Dos oito jogos que teve o Paysandu se atrapalhou em quatro com os interioranos do Paragominas, dois empates na casa do Jacaré, perdeu em Tucurui por 2 x 1 para o Independente logo em seguida ao triunfo sobre o Remo e foi derrotado dentro da Curuzu pelo Cametá por 1 x 0. Resultados que dão margem para Cacaio, técnico do PFC, acreditar que é possível acontecer uma decisão entre Remo x Paragominas, que aponto com 25% de chances.

 

Outra possibilidade é a Taça Cidade Belém ser decidida por Paysandu x Cametá, sempre saliento que estou analisando dentro de tudo que observei. Vejo com 10% de chance. O Paysandu empatar ou ganhar do Paragominas, convenhamos, está dentro da lógica. O Cametá vencer o Remo considerando os últimos resultados (os azuis venceram aqui de 1 x 0  lá 2 x 0) parece improvável, não impossível. Os cametaenses ao final da fase classificatória tinham apenas uma vitória a menos que os de Belém e são capazes de surpreenderem. Quanto aos restantes 5% de probabilidades ficariam para um Paragominas x Cametá. Não me achem bobo ou que acredito em Papai Noel. Claro que não, mas acredito em zebra no futebol, no caso de agora, lembremos que estas equipes sempre andaram decidindo nos últimos anos.

 

Para concluir, sem mais artifícios buscando justificativas, troco uma idéia com os meus botões e “sim, Matoso, deixa de papo. Se fosse na loteca como você jogaria?”. Encerro a conversa cravando no Paysandu x Paragominas um triplo. No Remo x Cametá um duplo, coluna um e do meio.

 

Até a próxima!

Sexta, 24 Janeiro 2014 08:40

O Parazão é uma parada

Escrito por Edson Matoso

Minha gente do esporte o Parazão 2014 está uma parada! Tem interessantes temas que dissecando cada um me levaria muito além do limite deste espaço. Após a quarta rodada que acabou ontem, não teria dificuldade de tratar no mínimo de cinco pontos, até com certa polêmica, como a reação das torcidas deRemo e Paysandu contra o que consideram abusivo o preço de R$ 40 reais de uma arquibancada no REPA de domingo, no Mangueirão.

A questão socioeconômica poderia perfeitamente ser observada neste momento. Fui procurado aos montes pelo celular, redes sociais e pessoalmente com a mesma indagação: “Matoso não está caro o preço para o REPA?”Estranhei, pois o que mais a gente ouve é que o Brasil bamburra como a 6ª economia do mundo e que pobre a cada ano é figura que rareia. “Negativo,Matoso, procura ver as pesquisas que apontam os níveis de pobreza no Pará!”.Não li o suficiente para esta abordagem, no entanto diante de tantas queixas sucumbi e já acho que está salgado mesmo o preço do ingresso pro Leão x Papão,o primeiro do ano. Mas como manifestei no começo o tema merece abordagem específica que também passa pelos critérios de contratação, prestação de contas,que futebol cada vez mais se afasta dos pobres, etc, etc.

Que saber de outro tópico que me estimula a rolar a bola em passes certeiros? A campanha curiosa do representante de Santarém, de onde estou escrevendo pela primeira vez para o EstadoNet. O octogenário São Francisco lembra uma entrevista bem antiga, no rádio, lá do meu inicio de carreira, para uns verdade para outros folclore, mas não esqueço e muitos,provavelmente, também não, de uma famosa resposta à pergunta sobre determinado jogo em algum lugar do mundo da pelota, a de que “cheguemo, joguemo, não ganhemo nem perdemo, empatemo!”.

E não é que o estiloso Leão do Tapajós chega a uma posição destacada por ser um dos dois invictos da competição (o Remo segue sem perder,mas já não invicto 100%) depois que o Paysandu foi derrotado dentro da Curuzu pelo surpreendente Cametá, campeão paraense de 2012! O azul tapajônico fez o Remo começar perdendo pela primeira vez desde que iniciou o campeonato,completou seu quarto empate consecutivo e, embora sem perder, saiu do G4 e, de quebra, ainda fez ressurgir um dos ídolos da região, o goleiro Labilá de inesquecível campanha em 2009 como 1º Campeão Brasileiro da Série D pelo rival São Raimundo. Fez os parceiros da capital lembrarem de Ricardinho, Caçula, Boquinha, Aldair e Perema para muitos injustiçados ao serem preteridos pelos paraenses que disputaram os brasileiros de 2013. Mas futebol é isso mesmo!

Controlando o meu ímpeto na escrita vou logo partindo para o fecho e refletindo sobre a presença das torcidas nos estádios. Como Remo e Paysandu são as grandes referências começo logo pela ausência da Fiel Bicolor.No processo da viagem pra Santarém não tive muito tempo para reparar, contudo até antes da quarta rodada a torcida do Campeão dos Campeões amargava uma modesta 6ª posição entre as mais presentes no Parazão, não chegou a três mil pagantes em três jogos no seu caldeirão. Nada demais se levarmos em conta o grau de insatisfação que transborda entre todas as suas tendências pelo rebaixamento à Série C do Brasil e pelos reforços que não agradam.

O Fenômeno Azul dispara na liderança , todavia o público do segundo jogo como mandante foi cerca de 30% inferior ao primeiro que registrou 16 mil pagantes na dura vitória sobre o Cametá por 2 x 1. O certo é que classificado matematicamente para as finais do turno o Remo precisa provar mais para seu exigente torcedor que viu o time dos badalados Eduardo Ramos, Athos, Leandrão e Fabiano, goleiro eleito o melhor da partida, penar para ganhar do Santa Cruz, time criado pelo Senador Mario Couto, e na primeira fora de casa teve seus 100% barrados no empate de Santarém. Domingo tem o REPA, sempre dá boas lições.

Aguardemos a próxima. Assim como os franciscanos aguardam a manutenção da invencibilidade temperada por uma vitória. Um abraço de fé!

Sexta, 17 Janeiro 2014 11:57

Os três invictos do Parazão

Escrito por Edson Matoso

Concluída a segunda rodada do turno inicial do Parazão 2014 alguns aspectos já merecem observações. Afinal quem não gosta de ganhar tudo, todos, até o fim? Acaba sendo um sonho de consumo, um objeto de desejo, ser campeão invicto não é para qualquer um. Aliás mesmo não sendo campeão o fato de terminar uma competição sem perder com certeza provoca suspiros por alguma forma de prazer.

Lembram da Copa do Mundo de 1978 na Argentina? O Brasil do falecido Cláudio Coutinho ficou como terceiro sem perder um jogo naquele mundial que até hoje, os escritos, dão conta de que o Peru entregou para os portenhos. Verdade ou mito só a consciência dos envolvidos para garantir o que houve, aos demais cabe o choro pela perda dos objetivos.

Paysandu, seis pontos e cinco gols, é o líder. O Clube do Remo, com elenco cantado em prosa e verso como o milionário do Parazão, é o seguinte com seis pontos e quatro gols. O Cametá soma três pontos e ocupa a posição a frente dos santarenos do São Francisco, quarto colocados com dois pontos ganhos. Daí já sairiam os primeiros semi finalistas do turno, mas calma ainda faltam cinco rodadas. De invicto mesmo estão Papão e Leão de Belém e o Leão do Tapajós, com seus dois importantes empates fora de casa ( 0 x 0 Santa Cruz de Salinas e 1 x 1 Gavião em Marabá).

Fora do G4 o estreante Gavião Kyikatejê, de Marabá; o Santa Cruz, de Salinas; o Paragominas, vice campeão de 2013; e o Independente, de Tucurui, primeiro campeão paraense fora de Belém, e o lanterna por não ter feito nenhum gol e ainda tomou dois. Todos com um ponto ganho. Ainda tem muito fogo para apagar, mas são os primeiros sinais do que pode acontecer.

O Leão do Baenão ganhou bem dos adversários, mas os enfrentou com os mesmos atuando com apenas dez homens desde o primeiro tempo. E contra o Cametá perdeu pelo menos quatro chances claras de gol. Uma facilidade que quase complica com a heroica reação dos cametaenses e a vitória ficou com algumas dúvidas por supostos erros da arbitragem. Frente ao Galo Elétrico os azuis de Belém com o Camisa 33 Eduardo Ramos, Leandrão e figura serena e competente do caseiro Jhonatan foram absolutos, poderiam ter enchido, mas de novo pecaram na finalização. O time do Lecheva precisa afinar mais, tem bons jogadores, e talvez mude de atitude quando o seu estádio, o Navegantão, estiver liberado.

O Papão da Curuzu, tem um inicio sem o crédito da torcida (menos de três mil pagantes nos dois jogos) ainda abatida com o rebaixamento à Série C do Brasileiro e com reforços que não encantaram, ainda mais diante do seu maior rival ocupando todos os espaços da mídia como que dono de grandes ações. Contudo os resultados começam a parecer. O time lidera a competição. O atacante Lima já assume a artilharia com três gols. O caso Yago Picachu abalou um pouco o ambiente com a tristeza do atleta por ser impedido de alçar voo melhor em função da estranha forma da negociação do seu passe.

Do terceiro invicto, o São Francisco de Santarém, é esperar como será seu comportamento em casa. Infelizmente o estádio Colosso do Tapajós não apresenta sua condição melhor, mas há obras para sua conclusão, o que não impede o time de desenvolver o que pretende. Labilá, no gol, é uma peça emblemática na região. Carismático e primeiro campeão da Série D do Brasil, pelo rival São Raimundo, Labilá é dos bons e teve sua presença facilitada com a saída do jovem Jader para o Remo. Perema, Boquinha, Rodrigão podem fazer muito. A experiência de Sinésio não é de se desperdiçar (aliás ele perdeu um penalty contra o Santa Cruz de Cuiarana,Salinas, na estreia).

Domingo a terceira rodada deverá apresentar novos atrativos, pois ninguém pode negar que o Parazão está forte e nunca os gigantes da capital se arrumaram tanto como agora. Estão com tanta confiança que “apertam” o Governo do Pará a liberar mais dinheiro em forma de premiação para o campeão, R$ 200 mil é o propalado, como se um deles já estivesse com a mão na taça, pensamento precipitado, mas quem pensa em perder ?

Quanto aos invictos só Paysandu sai de casa para enfrentar o Paragominas com o qual decidiu o campeonato passado e tem uma torcida que apoia o time comandado por Cacaio e no ataque o Aleilson que saiu sem provar o que vale durante a Série B pelo Papão. Favorecido pela tabela, não por sua ingerência é bom dizer, o Clube do Remo enfrenta o vice lanterna Santa Cruz de Sinomar Naves , do goleador Rafael Paty e do volante Mael que deixou o Zeca Pirão, presidente do Remo, falando só depois que anunciou como certa a presença do jogador no Baenão.

O São Francisco joga a primeira em seu território. O Leão santareno enfrenta o lanterna Independente de Tucurui. No outro jogo o Cametá, revelando o atacante Frutuoso, no Parque do Bacurau, seu campo, enfrenta os novatos do grupo indígena do Gavião de Marabá.

Até a próxima!

Pagina 1 de 3