Sábado, 23 Novembro 2013 09:32

Novo mapa do futebol em 2014

Escrito por Edson Matoso

 

Será que em 2014 o mapa do futebol paraense sofrerá novas mudanças? Caros leitores me permitam pegar como gancho meu período de direção, produção e apresentação do SBT Esporte, do canal 5 de Belém, exibido em várias regiões do estado entre elas a do Tapajós através da Ponta Negra de Santarém e Floresta de Tucuruí.

Iniciado em 2001 a idéia do programa era contemplar, prioritariamente, o futebol da Região Metropolitana de Belém (RMB), pois por questões contratuais as emissoras afiliadas do SBT não tinham nenhuma obrigação de exibir o programa esportivo que era apenas um plus local, não fazia parte da rede. Graças a Deus o Nivaldo Pereira, da RPN de Santarém, e o Zé Adão, da Floresta de Tucurui, me deixaram entrar no ar em horários alternativos de suas programações, com exibição do SBT Esporte gravado já que o ao vivo era na hora do almoço.

Vou tentar sintetizar. Naquele 2001 nove times disputaram o Parazão. De Belém eram Remo, Paysandu, Tuna, Tiradentes, Carajás e Pedreira. Além de Bragantino, Águia de Marabá e São Raimundo, Santarém. Portanto 67 % da capital.

No ano seguinte oito times estavam na competição. A RMB disparou com 75% de participantes. Apenas Castanhal e São Raimundo, de Santarém eram os “estranhos”. Em 2003 de novo oito equipes. Belém continuou com seus 75% enquanto que do interior o São Raimundo ganhava o Águia de Marabá como parceiro.

Em 2004 o interior ganhou mais uma vaga apesar da saída do representante santareno. Ficaram o marabaense Águia, o Bragantino e o Castanhal. Em 2005 o futebol da RMB sofreu mais um revés e tudo ficou “pau a pau”. Remo, Paysandu, Pedreira, de Mosqueiro, e Ananindeua (repare que da sede da capital só a dupla REPA) passavam a competir no campeonato cada vez mais paraense ao enfrentarem Abaeté, Castanhal, Águia e São Raimundo.

Virada cabocla no Parazão. Em 2006, pela primeira vez (não conheço outro momento como este) a Região Metropolitana de Belém perdia sua hegemonia como mandante e detentora do maior número de competidores no Campeonato Paraense de Futebol Profissional. Apenas Remo, Paysandu e Ananindeua (37,5%) representavam essa parte do estado frente aos irmãos Abaeté e Venus, de Abaetetuba, Castanhal, Águia de Marabá e São Raimundo de Santarém (62,5%).

Dez equipes foram permitidas no Parazão 2007. “Pau a pau” de novo. Tuna e Pedreira se somaram aos metropolitanos  Remo, Paysandu e Ananindeua e aos interioranos que tiveram a queda do São Raimundo e o retorno do Bragantino. A fórmula se repetiu em 2008 e as novidades foram à volta do Tiradentes enquanto que o interior perdia uma vaga, mas trazia de novo o São Raimundo de Santarém e o Vila Rica- Cametá como novidade. A RMB voltou a ter mais disputantes com 60% do todo.

Respeitando decisão do Conselho Arbitral da FPF o Parazão voltou a ter oito clubes em 2009. A força interiorana dominava outra vez com a maioria dos participantes: Time Negra- Irituia, Águia-Marabá, Castanhal, Vila Rica- Cametá e São Raimundo- Santarém. Da RMB outra vez Remo, Paysandu e Ananindeua. DETALHE: Em 2009 o Campeonato Brasileiro da Série D conhecia o seu Primeiro Campeão: O São Raimundo, de Santarém. Salve Pantera!

Amigos estou curtindo aos montes escrever sobre este tema que não e não vou resumir o que ainda tem pela frente. Como somente no final do mês encerra esta primeira fase do Parazão 2014 na próxima semana concluirei este balanço de início de milênio no futebol paraense. Uma coisa é certa está se desenhando um novo mapa do Parazão com o Sudeste apresentando a possibilidade de um terceiro componente se o Santa Cruz, do Senador Mario Couto, pedir licença, abrindo mais uma vaga, e o Pantera não acordar.

Quanto o Paysandu...! Vitória sobre o Bragantino e queda do Guaratinguetá é só o que serve. Até a próxima.

 

Sábado, 16 Novembro 2013 06:17

Clima de eleição na FPF

Escrito por Edson Matoso

Enquanto o Paysandu vai disputando cada um dos três últimos jogos da Série B como se decisões fossem, além de depender de tropeços dos que ainda alimentam esperança de não caírem para a terceira divisão ( Atlético GO, ABC, Guaratinguetá são os principais alvos bicolores). Enquanto a fase que apontará os dois ou três, caso o Santa Cruz de Cuiarana peça licença para não disputar o Parazão 2014, começa a clarear uma vaga ao Águia de Marabá, representante paraense na Série C do Brasileiro, com Independente de Tucuruí se apresentando em segundo e o terceiro lugar, até a terceira rodada, ocupado pelo São Raimundo de Santarém com o Gavião em seu encalço, tendo os mesmos cinco pontos, as primeiras denuncias de retaliação no processo eleitoral da Federação Paraense de Futebol, com pleito marcado para o próximo 29 de novembro no Pará Clube, começam a aparecer.

Já em junho, ao ser entrevistado numa rádio FM de Santa Bárbara, município da Região Metropolitana de Belém, Josias Veras, presidente da liga local, e um dos primeiros rebeldes contra a administração do Cel. Nunes, que busca mais uma das várias reeleições, me passou que “há sete anos o campeonato distrital de Mosqueiro não era realizado, mas o Cel. Nunes já arrumou um jeito de fazer este ano, só por causa das eleições”. A competição já acabou e os boatos davam conta de que os árbitros estavam “apitando de graça e sem segurança”, tudo no possível esquema de favores eleitorais. Nada comprovado até o momento.

Josias Veras, é candidato a primeiro vice na chapa de Luis Omar Pinheiro, ex-presidente do Paysandu, que percorre o interior catando causas para enfrentar o considerado invencível Antonio Carlos Nunes, protegido da CBF, e aquinhoado recentemente com o aumento de R$ 50 mil para R$ 100 mil, verba repassada mensalmente para todas as federações. Reajuste que chega cinco meses antes da eleição da entidade maior do futebol brasileiro, apontado pelos rivais de Marim&Nunes como recurso eleitoreiro, denuncia também de difícil comprovação, ainda mais com os atuais conceitos sobre o tema que assolam o País.

O candidato a segundo vice de Luis Omar, cuja chapa é tida como a mais crítica à gestão atual, é o presidente da Tuna Luso Brasileira, Fabiano Bastos que tem contra si a pífia campanha lusa, ameaçada de rebaixamento para a segundinha do Parazão. Mas o técnico Lecheva, o mesmo que dirigiu o Paysandu na subida à Série B do brasileiro 2013, andou reclamando duro das arbitragens chegando a relacionar ao fato do dirigente luso ser adversário de Nunes. O advogado e jornalista Hamilton Gualberto, CBN-O Liberal, recriminou a manifestação de Lecheva: ”deveria ser denunciado ao TJD por tais afirmações sem provas”.

Tem mais. O Advogado Luiz Barros, dirigente do Time Negra, considerou também vingança dos parceiros do Cel. Nunes o que aconteceu com a sua equipe após o jogo de Santarém no empate com o São Raimundo, domingo passado: “Nosso retorno a Belém era às 04:50de segunda-feira, o ônibus da FPF atrasou. Não embarcamos. O time voltou pro hotel Barrudada, cujo gerente foi solidário, enquanto o Guilherme, homem forte das finanças da federação, não atendia o telefone”. Luiz Barros, cujo voto já manifestou pro Luis Omar, acrescentou que Guilherme teria dito que o “problema era do Time Negra”,  que só retornou na tarde daquele dia para jogar na quarta-feira.  Difícil acreditar em tudo isso  partindo de uma pessoa sempre tão gentil, solícita, atenciosa e que nunca fugiu das entrevistas como o Cel. Antonio Carlos Nunes, com adversário agora para valer ameaçando o seu até então intocável cargo. Tudo envolvendo Luis Omar, nada contra a outra chapa com Ulisses Serene, figura respeitada da náutica do Paysandu. Verdade ou não só o tempo dirá.

Da minha parte nada contra Nunes, pelo qual tenho consideração, mas tudo pela mudança com transformação, pois com os atuais quadros locais e nacionais pouco vejo de esperança no futuro do futebol paraense e do Brasil. Hoje até os jogadores “grevaram” em pleno jogo, a TV mostrou para todo o Brasil. Até a próxima!

Sábado, 09 Novembro 2013 14:15

Semana fértil

Escrito por Edson Matoso

Uma semana fértil de assuntos que poderíamos detalhar em várias direções diante de tudo o que acontece no país. Punições no STJD, pedido de CPI frustrado no Senado, inicio da fase classificatória àquela que poderíamos chamar de elite do Parazão 2014, o reajuste em 100% do repasse mensal da CBF às federações estaduais, o anunciado novo Baenão, os Jogos Estudantis da Juventude, a angústia da torcida bicolor diante da instabilidade do Paysandu na reta final da Série B, a demagogia de alguns quanto a escolha de Diego Costa que preferiu a certeza da Espanha as duvidosas e sempre surpreendentes convocações derradeiras para definição do grupo de Felipão na Copa 2014, no Rio de Janeiro.

Vou tentar observações em alguns desses tópicos. Começo com os Jogos Estudantis da Juventude. Cerca de cinco mil jovens brasileiros estão em Belém, a primeira cidade do Norte, escolhida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para sediar evento de importância indiscutível no processo de desenvolvimento dessa faixa etária. O Brasil envolto em violência de toda ordem, corrupção que se tornou banal, infindáveis manifestações em grupo ou individual em busca de direitos, mas com poucos se interessando no cumprimento de deveres. Estatutos da criança e adolescente olhado só de um lado, da permissividade, é minha opinião. O Estatuto do Idoso, que completa dez anos, ainda relegado, tal o desrespeito a este grupo que cresce cada vez mais, inclusive sustentando em torno de 25% das famílias. O esporte vive sendo discursado como inclusão social. É preciso incentivar a prática. Os jogos da Juventude reunindo estudantes do Brasil têm tudo para ser um dos passos largos em busca da integração das regiões. Cada uma sendo tratada com o respeito que merece levando-se em conta todas as suas diversidades. Espero que esta seja a visão dos que organizam, promovem, patrocinam. Os jovens que estão aí precisam ser estimulados a ações comprometidas com interesse coletivo, da sociedade justa e igual, que  sejam  atuantes nos setores privado e público, com o mesmo nível de cumprimento de obrigações e metas. Tema que iria longe, cheio de idas e vindas no debate, de acordo com a linha de pensamento dos que tratam do assunto. Mas o esporte, não tenho dúvidas, é uma dessas trilhas dentre as propostas humanas.

O Parazão 2014 já tem definida a participação de Paysandu, Paragominas, Remo, Santa Cruz de Cuiarana (?), Cametá e São Francisco, de Santarém. As duas vagas restantes são disputadas entre algumas das principais forças do futebol paraense com projeção nacional. Exceto Time Negra, o Parauapebas e Gavião, a fase que já começou tem o Independente, de Tucuruí, primeiro campeão paraense  saído do interior do Pará e São Raimundo, de Santarém, primeiro Campeão Brasileiro da Série D, os únicos vencedores da  rodada inicial e líderes da competição. Não se pode desconhecer a presença do Águia, de Marabá, há seis anos ocupa seu espaço na Série C deixando para trás o poderoso e centenário Clube do Remo. O Castanhal tem sua história em decisões regionais e participações de brasileiros. A Tuna Luso também é candidata a subir. Os tunantes já conquistaram dois títulos brasileiros ( 1985 e 1992) tem como técnico o Lecheva, responsável pela subida do Paysandu a Série B do Brasil além de ser o campeão paraense em 2013. Como os de Belém são fortes, tem toda a proteção conquistada ao longo dos seus 100 anos de existência e seus lugares são garantidos não abro mão de vibrar pela ascensão de outras forças. Os santarenos resistem as intempéries. Imagino a dificuldade de manter há décadas a vida de Leão, já na elite, e do Pantera, cujo grito dos loucos alvi negros já ecoa...”ôôô o Campeão voltou...”. Vai ser dureza esta fase do Parazão. São duas vagas.

Sobre o Paysandu fico na torcida. Espero que Picachu mantenha seu espírito cabano. Que Eduardo Ramos seja o tal, não apenas no papel e na fala dos analistas. Torcida, a Fiel, tem. Dá-lhe Papão!

O reajuste da ajuda (?) mensal da CBF para a FPF, e todas as federações estaduais,  de R$ 50 mil para R$ 100 mil durante os cinco meses que antecedem as eleições da CBF dar o que pensar. Ou não? Até a próxima.

 

Sexta, 25 Outubro 2013 17:08

Paysandu sobrevive no plano nacional

Escrito por Edson Matoso

Paysandu a única esperança do Pará em 2013. O Águia de Marabá, apesar da boa campanha, não subiu. O Clube do Remo, afastado sem série do Brasileiro, não chega as quartas de final da Copa Brasil Sub 20 graças a vitória do Criciúma por 2 x 0 sobre os azuis, na última quarta, em Belém.

Confesso que este ano não acompanhei tanto o futebol feminino, mas exigir do Pinheirense e da Tuna Luso Brasileira mais do que conseguiram não dá. Essas meninas são guerreiras. A Aline, técnica da Tuna, é fora de série, dedicadíssima. Mas falta estrutura.

A campanha do Águia não podia ser melhor. O projeto comandado por Ferreirinha& Galvão, creio, claramente precisa atingir outros níveis como um estádio adequado para a Série B (o Zinho de Oliveira é arrumadinho, adaptado para o regional, mas sua função é atender as necessidades da liga municipal). Não tenho informações sobre CT e categorias de base do Águia, contudo não nego meu apoio e torcida para Galvão&Ferreirinha não demorarem muito a chegar ao ponto que almejam.

O Clube do Remo se arrasta em busca da Série D, a quarta divisão brasileira. Está com Charles Guerreiro no comando técnico já com visíveis desgastes com outros setores do clube. O Sub-20 dirigido por Walter Lima estava salvando a pátria na questão financeira imediata. Os cerca de R$ 800 mil arrecadados serviram mais para ajeitar as contas dos profissionais do que como investimento na própria base.

Mais do que o dinheiro das rendas do Sub-20 (na quarta-feira foram mais de 26 mil pagantes com mais de R$ 365 mil ) o Clube do Remo ganha possibilidades cristalinas na revelação de valores. Igor João, Ian, Gabriel, Guilherme, Alex Juan, Jaime além do goleiro santareno Jader, são candidatos evidentes a integrarem o grupo. Para mim os reforços dos profissionais para o título de 2014 começam no próprio Baenão. E não me venham com a história de que eles são muito jovens, são sim, mas com maturidade que poucos possuem depois do que enfrentaram na Copa do Brasil Sub-20.

Seus adversários do Vitória da Bahia, do Flamengo do Rio e do Criciúma de Santa Catarina já utilizam seus garotos nas equipes profissionais. Investem nesse propósito. Dirigente das categorias inferiores do Flamengo, ouvi na Rádio Clube do Pará antes do jogo, ficaram preocupados com os “só R$ 5 milhões por mês” destinados à base rubro negra. Os investimentos do Criciúma chegam a R$ 20 milhões/ano além de Centros de Treinamento que os nossos cartolas daqui vivem discursando sobre tal de que “agora vai”. Parabéns Walter Lima, parabéns aos garotos azulinos. Quanto aos dirigentes que toquem a idéia, pois esses meninos já estavam pelo Baenão uns dois, três anos. Nada foi por acaso. O Leão tem jeito.

Por essas e por outras que a temporada dos paraenses em 2013 no campo nacional fica só para o Paysandu. É uma missão dificílima, não impossível. Continuo firme sem jogar a toalha. O Papão, com 32 pontos, ganhando seus jogos aqui e ajudado por uma combinação de resultados, absolutamente possíveis, envolvendo América RN, Oeste (ambos com 36 pontos) e ABC (35) tem condições de se manter na Série B para 2014. Considero a questão alertando que os três adversários diretos do Paysandu jogarão três vezes entre si.

Como sou um dos “milhões de técnicos” brasileiros me arriscaria a palpitar que além da qualidade, quando resolve jogar, do meia Eduardo Ramos, o jovem Yago Picachu é de valor incontestável e se não preso na marcação, com um volante de proteção não tenho dúvidas que sua presença ofensiva é letal para os adversários. Um retrospecto comprova o que defendo. Avante Papão!

Até a próxima.

Sexta, 18 Outubro 2013 16:58

Eu não jogo a toalha!

Escrito por Edson Matoso

E sem essa de “a esperança é a última que morre”, não é para morrer! Prefiro o “enquanto há vida há esperança!” futebol que é bom...! Neste momento do Paysandu a coisa está mais para a sorte. No Clube do Remo a persistência, sempre no fio da navalha de quem manda e desmanda, de que nas categorias inferiores mora a solução.

Eu não jogo a toalha! Sem pesquisar, mas mexendo no imaginário e testemunhado no que vi desde criança o “jogar a toalha” era a ação final de quem reconhecia a sua derrota ou de quem dirigia um dos litigantes. Quando menino, logo que cheguei de Capanema para Belém, vi isso na briga de galo (em 1961 o Presidente do Brasil Jânio Quadros proibiu o uso do biquíni, o beijo em público e a briga de galo).

 Também no inicio dos anos de 1960, na base do “televizinho” (naquele tempo poucos tinham um aparelho de TV e a sala de algum abastado virava sala de cinema para os pobres de então) eu não perdia os Gigantes do Ringue, na extinta TV Marajoara Canal 2, a primeira do Pará, nos confrontos de Tourinho x Búfalo e Kankão de Fogo x Galo Teso. Quando um deles estava sendo massacrado logo o técnico “jogava a toalha”. Fim de luta!

O Telecath Montilla, já pela TV Globo, no último quarto daquela mesma década, animava as noites de sábado com lutas que eram mais espetáculos circenses, todavia de muita plástica e técnica, do que outra coisa. Bastava um dos queridinhos como Ted Boy Marino e Tigre Paraguaio serem “violentados covardemente” pelos perversos Rasputim Barba Vermelha e Mongol para logo o espalhafatoso árbitro Crispim, de dois, três fios de cabelos que se espalharam pela cabeça, atender com três batidas de mão na lona o “jogar a toalha” de um assistente das vítimas.

A semana que se encerra para os clubes paraenses que disputam competições nacionais tem sido pródiga nos meios de comunicação com o termo “jogar a toalha”. O Paysandu é o maior personagem deste cenário pelas suas atuações decepcionantes na Série B.

No Feminino a Tuna vai levando a diante. O Pinheirense, de Icoaraci, apesar de tudo, se apresentou bem num grupo em que reuniu meninas também do Amazonas, Piauí e Maranhão.

Na Série C o Águia de Marabá só não segue em busca da segundona em função de um dos empates dentro de casa. Fica em quinto lugar num grupo de forças tradicionais do nordeste como Santa Cruz, Treze e Sampaio Corrêa (todos disputaram na elite do futebol canarinho) além do Luverdense, trabalhada de forma planejada e protegida pela soja que predomina na economia de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. O time de Marabá com Galvão&Ferreirinha ainda ficou a frente do  Fortaleza cuja folha de pagamento beirava R$ 1 milhão/mês, segundo o divulgado nos programas esportivos. O Águia continua na Série C. Um grande resultado para uma jovem equipe cuja cidade ainda não dispõe de um estádio que atenda as exigências de uma Série B.

O Clube do Remo sobrevive graças ao Leãozinho, garotada sub 20 dirigida por Valter Lima, mantendo cada vez mais viva uma torcida apaixonada proclamada como Fenômeno Azul. Depois de derrubar o campeão da Copa Brasil Sub 20, Vitória BA, manteve a performance ao eliminar o poderoso Flamengo. Agora precisa de uma vitória simples, perdeu em Criciuma por 3 x 2, para chegar as quartas de final, jogo marcado para a próxima quarta-feira no Mangueirão com expectativa para 30, 35 mil torcedores.

Quanto ao Papão da Curuzu só restam a Fiel não parar de incentivar, a onzena se inspirar, pra valer, nas lágrimas e garra do guerreiro Vanderson e na juventude que já é uma realidade de Yago Picachu que caracteriza seu brio ao completar o 100º jogo com a camisa bicolor nesta sexta feira contra o Avaí. Motivos para que eu não jogue a toalha e creia que o Papão não caia. Até a próxima.

Sexta, 11 Outubro 2013 17:52

Futebol e a força da fé

Escrito por Edson Matoso

A primeira vez que vi um jogo de futebol foi em 1962. Paysandu 2 x 2 Avante de Salvaterra. Certa estória era contada, a partir do que se lia e ouvia no rádio, nas ruas e o meu saudoso pai, torneiro mecânico, não cansava de repercutir na oficina em que trabalhava ia até que um dia ...

- Vou te levar pra ver o jogo desse feiticeiro.

Contavam que Gentil Cardoso chamado, pelos entendidos do futebol da época, o mestre, técnico do Paysandu, costumava ir ao cemitério de Santa Izabel e dali juntar areia para colocar nos pés das traves de seus adversários quando os enfrentava no estádio da Curuzu. Se for verdade ou não nunca comprovei, contudo naquela década o time bicolor ganhou sete dos dez títulos disputados no Pará. Não entro na discussão da crenças, mas conheci um padre que todas as segundas feiras acendia velas no culto as almas.

- É mais se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria todo ano empatado. Lá não é a terra da macumba? – logo contestariam os incrédulos. Repito que não entro no mérito.

No Rio de Janeiro a fé se confunde nas manifestações que misturam praia, samba e futebol ilustrados pelas cores de Iemanjá, Mangueira, Portela, Beija Flor, Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense e em todas as suas crendices pela proteção que vem do alto do Corcovado com o Cristo de braços abertos sobre a Guanabara.

Em São Paulo time com nome de santo é o que não falta como se não bastasse ser a terra em  que fica o Santuário da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. O São Paulo de Telê bateu recordes de conquistas mundiais. O Santos de Pelé, Manoel Maria, Giovane, Neymar além dos títulos formou elencos maravilhosos que encantaram o mundo. Até modestas equipes sem apelo e tradição chegaram ao pico da CBF como São Caetano e Santo André. Há quem possa questionar São Jorge, o Guerreiro, padroeiro do Corinthians que passou duas décadas sem ganhar do Santos e sem vencer campeonatos. Admitamos que fosse uma passagem pelo “purgatório”, pois nos últimos anos o Timão vem ganhando tudo, até títulos internacionais e finalmente construir o seu sonhado estádio, o Itaquerão.

Santarén, na terra do Blog do Estado, as maiores marcas, considero o segundo grande clássico da Amazônia atualmente, São Francisco e São Raimundo caracterizam bem essa união. De um lado o azul da humildade, do servir, do repartir. Do outro, preto e branco, o do nascer, mesmo nas condições humanamente consideradas impossíveis. Contando também com as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Santarém.

Neste momento em que o Brasil e o mundo católicos aguardam o 221º Círio de Nossa Senhora de Nazaré que deverá reunir, segundo a direção da festa e do Dieese, cerca de 2,1 milhões de fiéis a força da fé no futebol não escapa. O Clube do Remo renova a fé na “Santinha”, clamada de forma emocionante pelo repórter Paulo Caxiado, da RádioClube do Pará, quando da conquista do título Brasileiro da Série C em 2005, agora na direção dos meninos do sub 20 que alcançam uma campanha vitoriosa que se espalha diante dos incrédulos olhos da mídia brasileira. Já o Paysandu de sofrível temporada na Série B do Brasileiro, no dia do Círio, comandado pelo treinador Wagner Benazzi, vai treinar com todo seu elenco exatamente quando todos estarão concluindo a parte do congraçamento, do almoço, das visitas pós procissão.

O cristão, devoto de Maria de Nazaré ou Atleta de Cristo, estes compostos por evangélicos, tem a consciência de que cada um deve carregar a sua cruz. No fim da caminhada, para todas as cores, cumprido o papel, a GLÓRIA será alcançada. Creio.

Feliz Círio!

 

Sexta, 04 Outubro 2013 10:35

Inversão de valores

Escrito por Edson Matoso

A imprensa esportiva de Belém divulga com muita freqüência uma das alterações do novo estatuto do Clube do Remo que garante eleições diretas para presidente em 2014. Nela está explicito que de toda a arrecadação do futebol profissional dez por cento deverão ser destinados ao departamento amador, popularmente chamado de categorias de base do futebol. Perfeito, se cumprido a risca.

Os primeiros sinais de desconsideração a recomendação estatutária pelo jeito já acontecem. Sem calendário para a esquadra profissional no restante da temporada 2013 a diretoria do Clube do Remo contratou o técnico Charles Guerreiro e comissão técnica para tocar o projeto  que consiste em ganhar o título e disputar a Série D em 2014 sem os recursos tentados e não vitoriosos no ano que termina. Foi triste!

Contrataram cerca de trinta jogadores, desrespeitando qualquer valorização de atletas locais, alguns aproveitados timidamente como Jonatan e Alex Ruan, numa desenfreada gastança cujas primeiras conseqüências surgem com reclamações trabalhistas entre as quais do adulado meia Thiago Galhardo, que veio como ídolo e nada fez. Manteve o goleiro Fabiano, o zagueiro Carlinhos Rech e trouxe de volta os atacantes Branco e Leandro Cearense, cujo contrato é de dois anos.

Além do mais repatriou Val Barreto, alardeado como Valotelli, referência a Balotelli, atacante negro do futebol italiano, cuja figura se identificou com a torcida remista, mas logo apareceram as famosas propostas mirabolantes como sua propalada contratação pelo Paysandu, sempre negada, para um grande clube de fora ou até mesmo uma transferência internacional. Tudo jogo de cena divulgada com  exager pela mídia da capital. Val Barreto ficou um tempão por aqui treinando no Baenão e depois de uma passagem acanhada no Cuiabá voltou, casou com uma paraense jura amor por ela e pelo Remo e aqui está como renovado xodó da galera. E, sinceramente, parece ser o tipo que acaba dando certo. Torço por isso e a Fenômeno Azul acredita que Val Barreto é o cara. Que assim seja.

Como pagar a conta dos profissionais? E as ameaças de leilões inclusive impondo uma venda precipitada da área do carrossel, já abortada, no estádio Evandro Almeida? As rendas dos amistosos com Time Negra e Ananindeua, testando o time de Charles, mal deram para pagar despesas básicas. Eis que entra em cena o Leãozinho, o Simbazinho, o Filho de Leão. Perdeu o paraense para a Desportiva, time de empresários locais, e graças às desistências das federações de Rondônia e Acre o Remo entrou numa das vagas e conquistou a Copa Norte Sub 20 e a vaga para as disputas da Copa do Brasil da categoria.

De cara pegou o atual campeão da competição, o Vitória da Bahia, e classificou para enfrentar o poderoso Flamengo RJ que tomou um “chocolate” no Mangueirão, 3 x 0 para os blue boys. Comandados pelo santareno Walter Lima, técnico conhecido pelo seu modo equilibrado, estratégico, simples, mas firme de falar e trabalhar, não muito olhado, contudo agora considerado pelo que anda fazendo de  proveitoso na base azulina. Pois bem os jogos contra baianos e cariocas em Belém somaram 32 mil pagantes com mais de R$ 280 mil de renda. E sabe pra serviu? Para pagar as contas do antes mal conduzido futebol profissional Clube do Remo. Mas há uma luz no fim do túnel. Embora entenda que o presidente Zeca Pirão dê entrevista demais, não posso negar que a semente está grelando. A torcida do Remo merece. Quanto a letra do novo estatuto que contempla os amadores com a renda dos profissionais... Vamos esperar ano que vem.

 

E, de propósito, poucas palavras sobre Paysandu x São Caetano e Águia x Treze. Coração apertado, na torcida. Não cai Papão! Sobe Águia! Até a próxima.

Sexta, 27 Setembro 2013 08:49

Ninguém se entende no futebol paraense

Escrito por Edson Matoso

Embora pareça repetitivo, mesmo por que o futebol paraense patina na tabatinga do mesmo poço, o tema prata da casa reapresento provavelmente com outros detalhes que você, caro leitor, deve perceber. Poderia me estender sobre a segundinha do Parazão 2014. Sobre o brasileiro feminino com Tuna e Pinheirense, de Icoaraci, distrito de Belém, superando seus adversários do Maranhão e Piauí até aqui. Questionar a estranha falta de divulgação do estatuto da FPF para melhor esclarecimento aos que querem saber mais das próximas eleições que caminham para mais uma reeleição do contestado, durante todo o tempo, todavia já rodeado de paparicos principalmente por Remo e Paysandu, Cel. Antonio Carlos Nunes apesar de o anunciado concorrente ser o ex-presidente bicolor Luis Omar Pinheiro, que, portanto não contaria com o voto do Vandick que assumiu o clube na série B e com vários jogadores revelados na administração do Luis Omar. Coisa dos homens.

Até aquela que seria a nova proposta, divulgada com estardalhaço ontem pela crônica esportiva de Belém, em torno de R$ 50 milhões, para compra do Baenão, estádio do Clube do Remo mereceria um debate acalorado, pois, não podemos esquecer, quando o ex-presidente azul Amaro Klautau quase foi “linchado”, até por membros da imprensa, quando se assanhou em trocar o Baenão por uma arena moderna, além de outras vantagens financeiras, fora do comodismo da Avenida Almirante Barroso que, aliás, comodismo também prezado pelo seu arquirival, o Paysandu, com o estádio da Curuzu, o caldeirão tão inflamadamente conclamado.

Embora o tema pareça repetitivo, as trilhas são as mesmas quando se trata do esporte bretão, principalmente por aqui. Lógico que não poderia esquecer a performance do Clube do Remo na Copa Brasil Sub 20, que tem a chance, a partir da sua torcida, a Fenômeno Azul, de criar uma página diferenciada na literatura das competições nacionais se conseguir a presença dos almejados 25 mil torcedores no jogo contra o Flamengo RJ, quarta-feira a noite, às 21h30min, no Mangueirão, após eliminar o atual campeão da competição o Vitória BA. Opa, a partir daqui vou concluindo a reflexão, a velha, mas sempre atual reflexão.

Os casos mais recentes e bem claros de levar peia por causa da teimosia das exageradas e nem sempre qualificadas importações são de São Raimundo de Santarém, quando fez pré temporada no Rio com jogadores cariocas para disputarem nosso Parazão em pleno inverno, do Clube do Remo, que trouxe cerca de 30 “reforços” e perdeu vaga da Série D para o calouro Paragominas e agora o Paysandu que ao retornar à Série B seguiu a batida frase “brasileiro não é paraense tem que contratar”, perfeito, perfeito, se as contratações fossem de valor, pra reforçar, não apenas para entulhar o elenco que oscila entre 40 e 45 jogadores sempre colocados em cheque pelos técnicos que saíram e agora pelo Wagner Benazzi que assumiu.

O curioso nisso tudo É que “os caboquinhos” do Parazão, tão tripudiados por muitos dos insaciáveis pelas importações desenfreadas, é que dão o ar que o Papão precisa como foi agora no 2 x 1 sobre a Chapecoense do G4. Lá estavam Paulo Rafael, Picachu, Pablo, Vanderson, Djalma, Héliton e Aleilson. Os indesejáveis do preconceituoso “Parazão não é Série B” como se o atual futebol brasileiro estivesse produzindo maravilhas de craques absolutamente superiores aos nossos. Tudo bem, tudo bem, tragam, contratem, mas reforço para o grupo que tem uma base local sim. Sempre deu certo.

Leram? Embora pareça repetitivo o tema tem lá suas variações. E para concluir relembro que entre os maiores artilheiros dos clubes paraenses nos campeonatos brasileiros encabeçam a lista Ageu Sabiá, filho de Monte Alegre, Edil e Mesquita. Todos regionais.

Até a próxima.

Sexta, 13 Setembro 2013 18:37

O Paysandu melhorou mesmo?

Escrito por Edson Matoso

Demorou, mas antes tarde do que nunca! Claro que o melhor para o Paysandu é  vencer neste sábado, às 21 horas, em Natal, o América RN (tá na hora da primeira vitória fora de casa), contudo analiso o momento bicolor, até antes do jogo. O Papão está invicto há quatro jogos. São dois empates fora de Belém (0 x 0 com o Bragantino e 1 x 1 com o ASA) além dos belos triunfos frente Sport PE, candidato forte a voltar a Série A, e 2 x 1 no Ceará, time de bons valores e em plena ascensão.

Foram oito pontos em quatro jogos. Seguindo assim o Paysandu dificilmente será rebaixado. E se melhorar mais, aí se inclui a contratação anunciada de três reforços e a definitiva recuperação médica de peças vitais como Ricardo Capanema e do artilheiro Marcelo Nicácio, pode até pensar em disputar a última vaga do G4 embora para isso precisasse depender da queda de todos os que estão cercando a faixa da classificação, o que parece muito difícil, nunca impossível.

Mas afinal o que aconteceu para tão rápida melhora de rendimento? O Time de Artuzinho melhorou mesmo? Os outros times caíram de produção? Será que a estória do pagamento de 'bicho" virou história e está valendo? Os próximos resultados podem dizer, porém alguns fatos são visíveis e podemos pontuar. O técnico já começa a ter frutos com um padrão de jogo. Oscila em alguns momentos, parece algum problema físico. Os jogadores reclamam de desgaste por conta do gramado pesado. Ora isso não é desculpa pois eles além de jogarem treinam na Curuzu. Pior seria para os visitantes.

 A redução da média de idade do time é fator importante. Ter na equipe três,quatro jogadores com idade acima de 35 anos (Vanderson, Gaibu, Iarley) e alguns chegando perto dos 30 (Eduardo Ramos, Nicácio, Fabiano, Careca) entre outros sem dúvida que complica. Todos sabem. Artuzinho fez essa redução.

Outros fatores podem existir, mas estes são os mais visíveis. Péssima, entendo,  é a idéia de pagar premiação por jogo. Formula superada há décadas no futebol profissional ( aliás o Remo fez isso no Parazão e perdeu para o calouro Paragominas). Os jogadores não ganham bons salários? Isso vive sendo anunciado. Recebem? Outra questão nem sempre muito transparente. Só ao final das temporadas é que os fatos reais são divulgados. Todavia de salários atrasados na Curuzu não se ouve falar. Mais um ponto.

Agora o que mais me entusiasma nesse crescimento do Papão da Curuzu é uma situação que aos poucos o futebol brasileiro volta a cair na real: valorizar suas crias, suas bases. Vou me prender ao time paraense. O Paysandu voltou a Série B prestigiando os valores locais, até o técnico Lecheva. Mantendo a base não teve dificuldade de ser campeão do Parazão 2014. A atual performance bicolor registra o técnico Artur fixando o goleiro Paulo Rafael, depois da contratação de três de fora do estado. Deu trégua ao explorado Picachu, titular absoluto da camisa dois. Escalou o garoto Pablo na sua verdadeira posição de zagueiro de área. Estimula Djalma e da moral para Hélito. Na brincadeira só ai são cinco do regional sem contar com Billy, sempre na lista. Vanderson, contestado pela idade, mas de inegável experiência. E agora o Aleilson, artilheiro do campeonato local e um dos goleadores da Série D, é valor regional.

 Sempre foi assim gente! Uma base formada em casa e reforçada, não entulhada, de REFORÇOS. Falta pouco para o Paysandu sacramentar sua permanência na Série B e, dependendo de certas circunstâncias, até pensar na vaga de "fona" do G4.

Concluo apoiando a diretoria do Paysandu que anuncia a partir de agora com processo e indenização por danos morais e financeiros o vândalo, vestido de torcedor, que jogar qualquer bagulho para o gramado. Na última quinta-feira o clube escapou de uma punição graças a uma falha do árbitro em não ser claro na súmula sobre a garrafa lançada durante o jogo contra o Icasa, por um desses marginais que vão aos estágios fazer o que fazem em qualquer lugar. São casos de polícia não de amor e paixão pelos seus clubes. Até a próxima.

 

Sábado, 07 Setembro 2013 08:43

A virada do Águia

Escrito por Edson Matoso

Era o que faltava! Há alguns anos li uma psicóloga americana (infelizmente corro o risco do “achismo” por não citar a fonte, por absoluto esquecimento, contudo se alguém duvidar assumo certa condição empírica por experimentar continuamente a idéia que apreendi) que defendia o “sexto sentido” muito atribuído às mulheres, o “instinto da vovó”, assim também conhecido.

 A estudiosa não desconsiderava de forma alguma o conhecimento a partir da academia, o conteúdo científico, pelo contrário, enfatizava o crescimento cada vez maior de alternativas comprovadas e apresentadas à humanidade. Aí mora um grande perigo! Diante da urgência, emergência, da necessidade premente de tomar uma atitude qual o caminho a percorrer? Paginar o livro, acessar a internet, pesquisar,  estes infindáveis caminhos para uma reposta eficaz? Como se são todos bons, cada um melhor que outro? E o tempo passando! E se esvai o tempo e, apesar de tantas informações, nada de ação!

Ai cabe, segundo as observações da psicóloga, ou até de outros estudiosos (como está acima cometo a falha brutal de não fazer citação, esqueci mesmo, todavia arrisco o meu senso comum e provável de tantos outros, pois creio que o aqui abordado nada tem de inédito) o “instinto da vovó”. Não é adivinhação, pajelança, coisa de Pitonisa não! É apenas o resultado de anos de experiência, de observações, de situações vividas, vivenciadas, de ouvir e ler sobre foco e visão e não ficar só no teórico. Parece arrogante, não é? Não é! Admito aqui que meu aprendizado, ainda muito dependente em face às novas, cada vez mais vorazes e velozes informações, vem de várias tendências, contudo as que mais me encantam são as de muitos doutos e augustos detentores do saber que pouco ou nada agem e dos ignorantes que se esforçam e alcançam resultados pela superação. Contraditório, não é? É, mas é fato!

Filosofia a parte isso é só pra expressar a satisfação de um resultado, ainda parcial, é bom dizer, que tem tudo pra emplacar, atingir a meta traçada. A referência é sobre a virada do Águia de Marabá na Série C do Campeonato Brasileiro de futebol profissional. Quem lê esta coluna no Blog do Estado do Tapajós desde o convite do Miguel Oliveira em alguns momentos pode até ter pensado que me faltava assunto de tanto repetir que ao Águia “faltava apenas uma vitória fora de casa e manter os pontos em casa” para chegar ao G4. Repeti muito isso! E tenho meus motivos. Li sobre as possibilidades de cada time. Procurei entender cada investida de Ferreirinha e João Galvão especialmente a forma de enfrentar as críticas cada vez mais perversas sobre a gestão e gerenciamento deles a frente do representante do Pará a partir de Marabá.  Verdadeiros ataques de lá, por questões que eles devem saber mais do que eu, e daqui pelo propagado na mídia esportiva, em sua grande maioria, e redes sociais sempre comparando com o gigantismo dos poderosos metropolitanos Remo e Paysandu, principalmente do Clube do Remo que amarga um sem série que tortura até mesmo os seus rivais, que não assumem o sentimento por causas lógicas.

Ufa! Era o que faltava! O Águia venceu o favorito Sampaio Corrêa, para o qual havia perdido no Mangueirão no jogo de ida, diante de 16 mil pessoas no Castelão maranhense, no último 01/09. E agora ao ganhar só de 1 x 0 o Rio Branco AC (gente, o “só” é por conta do bombardeio que os marabaenses deram e a bola não entrou) o time de Ferreirinha,Galvão&Cia já está no G4 e não perdendo  pontos no Estádio Zinho Oliveira estará perto da Série B de 2014. Não é pajelança, mas, creio que como bom nordestino, duvido que somado ao estudo, esforço e ao trabalho “o instinto da vovó” não tenha passado pela cabeça do Galvão. Da-lhe Águia! Até a próxima.

 

 

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