Sábado, 27 Julho 2013 00:09

Da eliminação bicolor ao banho remista ou...

Escrito por Edson Matoso

Antes de qualquer coisa quero pedir e espero que aceitem meu pedido de desculpas por uma frase eivada em erros, sinceramente não sei onde é que estava com a cabeça para escrever aquilo, quando me referi ao Paysandu que teria alcançado estabilidade na classificação da Série B do Campeonato Brasileiro, a partir de uma regularidade que não existia e não existe. E não é por ter perdido para o Boa Esporte de Varginha MG, pois mesmo que ganhasse o jogo eu não teria direito de escrever sobre hipóteses ou com visão de pajé, levando-se em conta o sobe e desce da competição e com poucos apresentando reais condições de se apresentarem como favoritos à Série A, pelo que mostram desde o inicio o que não quer dizer certeza, entre eles Palmeiras, Joinville, Figueirense, Chapecoense, Sport Recife, América MG. Corrigida a gafe vamos em frente e afianço que tudo pode acontecer e até o próprio Paysandu virar o jogo e chegar ao G4, não da maneira como anda, o que vem irritando os exigentes e fiéis torcedores do Papão.

 

Somada a campanha sem brilho na segunda divisão está a eliminação na Copa do Brasil para o Atlético PR, que não ganha nem a confiança da sua fanática torcida. O Furacão que enfrentou o Papão está mais para um vento sem maiores efeitos, embora os dirigentes do rubro negro do Paraná, não deixem de investir no grupo alijado do título regional há quatro anos pelo rival Coritiba. Ouvi na mídia daqui a especulação sobre a folha de pagamento do atual elenco bicolor, algo em torno de R$ 700 mil, não tenho como provar isso, mas todos sabem que bastam algumas situações negativas para muita coisa vir à tona e os atuais péssimos resultados bicolores já motivam isso, inclusive a possível queda do técnico Givanildo Oliveira além de figuras consagradas na Curuzu terem suas atuações questionadas como Vanderson e Iarley e do zagueiro Jean que chegou, passou mais de um mês recuperando, entrou e nada disse. Uma coisa é certa o artilheiro, ídolo, político e presidente Vandick Lima, figura extremamente simpática é bom dizer, começa a ser questionado e sua blindagem andou mostrando falhas, precisa tomar atitude e já. Acabou a Copa Brasil resta o foco específico para a Série B e chegou a hora de mostrar o Papão que tem um Bi da competição e afastar definitivamente a visagem do rebaixamento.

 

O arqui rival bicolor, Clube do Remo, o Leão Azul paraense, conseguiu espaço no noticiário esportivo em quatro momentos: anuncio da redução do elenco, inclusive excluindo atletas em excesso da base; nomeação do vice presidente, médico cardiologista Henrique Custódio; incrível, mas houve ênfase midiática para a tosa do Sadan Hussein, um cachorro que vaga pelas dependências do Baenão e  um banho com ervas pela popular vendedora de cheiro cheiroso do Ver o Peso, Dona Cheirosinha, para afastar as energias negativas que rondam os meios azulinos. Aliás, sobre o fato Ronald Pastor, consagrado jornalista e radialista, hoje na Rádio Marajoara AM de Belém, e torcedor ardoroso do Leão desabafou no programa do também jornalista José Ma. Trindade, nesta quinta de manhã: “Palhaçada! O problema do Remo não é de maus espíritos, mas de maus administradores!”.

 

Distante das refregas dos gigantes da capital o Águia de Marabá tem a chance de, em casa, vencer, sair da faixa do rebaixamento e até se aproximar do G4 da Série C. O adversário do time de João Galvão, 7º colocado com oito pontos, é o Brasiliense, que tem 10 pontos. E o Paragominas com sua crise pela falta de pagamento aos jogadores, tem todo motivo para festejar sua performance na Série D depois da bela, de virada, vitória sobre o Nacional de Manaus, cada vez mais valorizada após o time da capital nortista da Copa de 2014, ter desclassificado da Copa Brasil as equipes de Coritiba e Ponte Preta, considerando que ambos são da chamada elite brasileira. E não me venham com a desculpa do desinteresse de Coxa e Macaca por causa da Sul Americana, “conversa pra boi dormir”.  Da-lhe duro Paragominas! Até a próxima!

 

Sexta, 19 Julho 2013 17:07

Futebol, Fatos e Factóides

Escrito por Edson Matoso

Caros desportistas, tivemos uma semana rica de situações diferenciadas nos diversos espaços das informações e comentários sobre o futebol. Além dos intermináveis factóides envolvendo as promessas sem fim de ações que embalam (será que os remistas acreditam mesmo nisso?) esperanças de não se sabe o quê para a torcida do Clube do Remo, agora de autoria do novo presidente, o vereador Zeca Pirão graças a renuncia do eleito Sérgio Cabeça, ouvimos e lemos sobre os nove meses de salários atrasados dos jogadores do Olímpia, do Paraguai, que na quarta-feira, 17 de julho, à noite, não ligaram para “lisura” e ampliaram suas chances de conquistarem o título da Copa Libertadores da América frente ao Atlético MG que para recuperar precisa fazer três gols de diferença ou repetir o escore do Estádio Defensores Del Chaco, em seu favor, e levar a decisão para os pênaltis dependendo, também, de uma atuação primorosa do apagadíssimo Ronaldinho Gaúcho no primeiro jogo da decisão.

O exemplo dos guaranis serviria para o elenco do Paragominas Futebol Clube (PFC), vice campeão paraense, que voltou a ameaçar greve em conseqüência do não cumprimento dos seus dirigentes em pagarem seus salários que já caminham para o segundo mês de atraso? Questão de foro íntimo, do costume de cada povo ou, como lembraria o velho dito popular de que “cada um sabe onde o sapato aperta”? O Paragominas, que teve sua ascensão à série D mais uma vez questionada pelos próceres do Leão do Baenão (em nome de todos os azuis Pirão entende que o Remo teve mais pontos que o Jacaré e mereceria sua vaga, mas pelo jeito a CBF referendou o regulamento da FPF que não diz ser por ponto corrido o merecedor de tal condição, mas como ganhador de turno e/ou da finalíssima e como o Paysandu venceu e está na série B o natural merecedor foi o PFC).

O detalhe da história que envolve o calouro PFC é o fato de enfrentar neste domingo a “nova” sensação nortista, o Nacional de Manaus, que tem como atual trunfo o fato de ter eliminado da Copa Brasil o poderoso Coritiba, até aqui líder da Série A do Campeonato Brasileiro, isso sem contar que o Paragominas tem a chance de “botar banca” com o representante da capital amazônica da Copa de 2014, oportunidade que perdemos pela inércia política e nos limitamos a “choramingar pelo leite derramado” e esquecendo que “agora é tarde e Inês é morta”. Vai PFC, honra e segue firme representando o futebol interiorano. Seus resultados podem calar os que vivem agourando os emergentes que pagam por alguns excessos da vaidade de alguns que os dirigem.

Para concluir: pergunto pelos octogenários São Francisco e São Raimundo, de Santarém, como andam? Saúdo o Paysandu pelo sucesso na adesão do seu Fiel Torcedor, o processo de estabilização na tabela da série B do Brasileiro e às possibilidades de seguir na Copa do Brasil que não são fáceis, mas existem. E fecho com a conclusão do Sr. Joseph Blatter, da FIFA, preocupado com as manifestações das Vozes da Rua dos brasileiros. O problema não é com a Copa, “seu” Blatter, mas com a gastança desenfreada, imoral, nas obras em nome da Copa de 2014, sangrando o bolso e a força de quem produz neste país. Que a CPI anunciada não seja mais uma enrolação.

Boas Férias!

 

Sexta, 12 Julho 2013 20:42

Ganso e Cicinho: a base que rende

Escrito por Edson Matoso

O Paysandu Esporte Clube de Belém- PA acaba de reforçar seus cofres com a quantia de R$ 452 mil. O recurso é oriundo da condição de formador do craque Paulo Henrique Ganso, após milionária negociação do Santos com o São Paulo. E a Tuna Luso Brasileira também tem direito a um valor menor, mas bem significativo algo em torno de R$ 90 mil. E já se comenta que o Clube do Remo, tão centenário quanto à lusa paraense, deve se candidatar a receber algo equivalente a transação entre Ponte Preta e Santos F.C. novo clube de Cicinho, lateral direita que começou a mostrar seu futebol no Baenão.

Muitas vezes converso pessoalmente e nas redes sociais com jovens também sobre o futebol. Os conceitos sobre contratação de reforços, muito exigidos por fortes setores da torcida e da crônica esportiva, é um dos temas e costumo questionar, pois é visível a duvidosa qualidade do atual futebol brasileiro. Pouco sobra de valor vindo dos grandes centros que exportam, em larga escala, meninos que mal completam 14, 15 anos de idade e que logo vão para Europa, Ásia, Emirados Árabes etc. atuarem em todas as suas divisões. A saída é a formação de valores, repito, e creio ser o óbvio que tantos defendem.

Surgiu aqui a Desportiva Paraense com sede em Marituba, Região Metropolitana de Belém (RMB) com interesse único em ser uma fábrica de craques, para exportar mesmo. É um grupo de empreendedores que lança, pelo jeito, na base do chegou para ficar um projeto inédito na região. Remo e Paysandu, em muitos dos casos após revelações na Tuna, em um passado quase remoto criaram dezenas de jogadores que brilharam aqui e fora do Pará. Esta prática andou em queda, parece que agora está sendo retomada, tomara! Lembro a bela participação do sub 17 do Paysandu na Copa 2 de Julho na Bahia.

Era comum lusos, remistas e bicolores somarem suas crias com jogadores que se evidenciavam nas competições interioranas. Infelizmente até as chamadas equipes emergentes do interior resolveram também praticarem o vício que de pior tinham e têm os grandes da capital, gastando muito dinheiro com contratações desastrosas que acabaram por criar terríveis problemas financeiros e conseqüente enfraquecimento em suas participações na competição regional e até comprometendo suas incursões em eventos de caráter nacional. Resultado: algumas equipes passando o “pão que o diabo amassou”. A valorização da base é absolutamente necessária e pertinente a situação econômica de todos, de pequenos, grandes, emergentes em quaisquer setores da economia e do futebol, tido e havido como uma “Mina do Rei Salomão”, ultimamente vem sendo um grande depósito de pensamentos e ações sucateados, não é diferente. Vejam como anda o Remo, meu Deus, que situação essa do Leão Azul, sem jogar e esperando apoio político (?) numa questão que garantem ser de legalidade. Até o Paragominas, que começou este ano, se arrasta numa crise que alguns colaboradores toparam “ajudar” acabando com a greve dos jogadores condicionando ao afastamento do presidente Jorge Formiga que ao ganhar o returno do Parazão andou até querendo dar aula de futebol para todos.

Que os resultados recentes de Paulo Henrique Ganso para Paysandu e Tuna (na meia vi Aderson, para o FLA RJ; Mesquita foi para Portugal, Carlinhos Maracanã no S.Paulo; Giovane no Santos) e os possíveis de Cicinho para o Remo ( com a “2” vi Haroldo para o Santos/Vasco- RJ; Oliveira e Marinho para o FLU-RJ; Rosemiro no Palmeiras; Junior e Paulo Cruz em Atlético e América MG)estimulem não apenas Remo e Paysandu, mas todos os clubes a acreditarem mais nessa mão de obra local pois, como disse o mestre Telê Santana, 17 anos atrás quando palestrou em Belém:“não acredito que num estado que gosta tanto de futebol com mais de 140 municípios não revele pelo menos um jogador por ano”. Ao questionar isso Telê quis falar da capacidade do olheiro, do observador e a partir de um grupo seleto definir aqueles que poderiam vestir as camisas famosas pelo Brasil e até pelo mundo. Não é fórmula mágica, mas proposta de trabalho.

Até a próxima!

Sexta, 05 Julho 2013 15:15

Emergentes. Variação sobre o mesmo tema.

Escrito por Edson Matoso

Gente posso parecer  repetitivo, está bem, admito que repito o tema, mas mostro as variações. O que não posso é continuar ouvindo e lendo todo tempo a mesma choradeira dos que se consideram os absolutos em quaisquer situações, neste caso a do futebol. Esse negócio de dizer que Remo e Paysandu são maravilhosos, e são, que possuem torcidas como poucos no Brasil, isso é verdade, e que há injustiça por que outros "sem menor expressão" tomam seu lugares, desculpem não dá pra tolerar. Eu era pequeno, logo que cheguei de Capanema, distante 150 km de Belém, e já ouvia falar que "tamanho não é documento"  e "quem não tem competência não se estabelece". Creio que a regra continua. Aprendi recentemente que crescer não é o mesmo que desenvolver, e os defensores desta linha de pensamento justificam.

Remo e Paysandu continuam grandes, todavia qual o nível de desenvolvimento? Logo aparecem os seu defensores (deixo claro que não detrato nenhum dos dois, pelo contrário, lamento tanto gigantismo com torcidas fantásticas, mas com aproveitamento duvidoso graças ao tratamento dado pelos responsáveis em trabalhar tamanhas virtudes) afirmando que os seus substitutos no prestigioso cenário nada conseguem ou estão em crise. Aí sou obrigado a concordar. O Paragominas, atual vice campeão local, representante do Pará na Série D parece em crise. Há dois meses seus salários estão atrasados. Os noticiários são fartos numa espécie de festejo na base do "tá vendo, é o que dá, não tem jeito, tinha que ser o Remo", isso por que o Paysandu, neste aspecto, não sofre do mesmo mal azulino. Os bicolores além de terem calendário até o fim do ano na Série B ainda seguem na Copa  Brasil, disputando classificação às oitavas de final contra o Atlético PR.

Debato a questão quando pergunto como querer que os novatos ou emergentes, como queiram chamar, podem estar num mar de rosas se o centenário Clube do Remo se arrasta com dividas que se acumulam? O incrível é que durante esta semana ouvi declarações de vários cronistas sobre o débito azulino, alguns achando que "o que são R$ 12, R$ 15 milhões de dívida para um patrimônio superior a R$ 70 milhões?". Qualquer executivo não teria dificuldades em trabalhar condição tão alvissareira, mas não é isso que se observa, a dívida aumenta mais. Foi fartamente noticiado que o Remo receberia R$ 1,2 milhão de uma rede de farmácia, mas teria recebido no primeiro ano de contrato, de forma antecipada, dois terços do total e assim "torrando" os dois anos seguintes. Ninguém veio desmentir isso até agora. Jones Tavares, cronista esportivo reconhecidamente remista, abriu a boca nesta quinta, dizendo que "a renda de mais de R$700 mil do jogo do Flamengo ficou com credores, agiotas", disparou.

Portanto não discordo das informações que dão conta das péssimas situações em que se encontram Independente de Tucurui e Cametá, campeões regionais de 2011 e 2012 respectivamente, do próprio São Raimundo de Santarém, repito com prazer, primeiro Campeão Brasileiro da Série D, e agora do Paragominas Futebol Clube, que parte para apelos políticos e continuar representando com dignidade o Pará na 4ª divisão nacional. Lembro, porém, que há nisso tudo um exemplo positivo: o Águia de Marabá, há cinco anos se mantendo na Série C, sem ainda contar com um estádio a altura para os seus jogos. O Águia de Ferreirinha e Galvão, donos do negócio, não fazem as aberrações dos outros, e seu empreendimento futebolístico segue na ordem do dia. Nas categorias inferiores surge a Desportiva Paraense, de Marituba, Região Metropolitana de Belém. É futebol empresa, para criar e vender mesmo e ganhar títulos, sempre que possível, acabou de ser campeã sub 20 sobre o Clube do Remo e já tem dois títulos do sub 17. Ninguém ouve falar em crise nem no Águia nem na Desportiva.

O futebol brasileiro anda cheio desses emergentes que ganham espaço cada vez mais. Só na B cito logo o Guaratinguetá, o Boa Esporte e o próprio São Caetano que acima de tudo divulga as marcas produzidas em tão rica região paulista. Respeitando todas proporções não pensem que o atual poderoso francês Paris Saint Germain (PSG) é dos mais antigos. Surgiu no inicio dos anos de 1970 para dar visibilidade na área esportiva a Paris, capital da França, e que só em 1990 arrancou para conquistas ao levar craques como Raí e Leonardo e agora numa outra etapa. Berlin, capital da Alemanha, ainda não conseguiu emplacar o seu "emergente", mas ele existe. Os Americanos anunciam  mais investimentos a partir de 2015. É uma nova ordem no milionário negócio futebol que confirma cada vez mais que "quem tem competência se estabelece". No Pará também. O texto é só para provocar reflexões, nada conclusivo. Até a próxima!

Sexta, 28 Junho 2013 16:55

Mesmo não jogando os times paraenses são lembrados

Escrito por Edson Matoso

Vou tentar me fazer entender sobre o que escrevo a seguir quanto ao orgulho de ser do Pará. O instrumento é o futebol. Abro o meu velho Aurélio, ainda sem as mudanças, desculpem a ignorância, não vejo em que vão atender pelo menos em médio prazo as necessidades básicas do povo brasileiro, que vem reagindo no período da Copa das Confederações em manifestações diárias para que sejam imediatamente atendidas reivindicações básicas, pertinentes, o que não quer dizer que questione os verdadeiros motivos das alterações na ortografia para nós do Brasil.

Orgulho, o mesmo que sentimento de dignidade pessoal, brio, altivez. Temos esse orgulho? Percebemos muito isso entre os irmãos nordestinos e sulistas. Por aqui, em um momento de raro orgulho, caberia ai outro sentido o do exagerado “eu sou de um país que se chama Pará”, mas vale. Na ausência de tantos por quê não esse?

Nas diversas regiões do estado é evidente sentirmos a ênfase dos filhos de Bragança, Santarém, da Ilha do Marajó firmar essa altivez, contudo no geral deixamos a desejar. Em Belém e Região Metropolitana esse orgulho é  bradado na força da fé no Círio de Nazaré, que se espalha por todo o território papa açaí, e pelos remistas e bicolores que vão a beira do ufanismo pela paixão de torcerem por Remo e Paysandu, e com razão! É o clássico mais jogado no planeta futebol. Disputa em prestígio de presença popular com os mais populares clássicos do Brasil.

No inicio deste século o Paysandu chegou a vender mais camisas que o poderoso Corinthians em toda a região. O Remo hoje mesmo sem disputar, ao longo do ano, os principais campeonatos nacionais, desfila entre os cinco maiores públicos de todo o país apenas na competição local. É de dar orgulho! Mas como trabalhar esse sentimento em prol das grandes conquistas desejadas pelos seus aficionados?

Até na Copa das Confederações, cuja final é domingo com Brasil x Espanha, situações envolvendo a postura da gente daqui está em cheque. Pra não ir muito a diante cito outros fatos além da venda das camisas do Paysandu e da presença do Fenômeno Azul nos jogos de um Clube do Remo que mal chega à série D, mencionados acima, sempre com destaque na mídia nacional, em canal aberto ou fechado:

Na série D ninguém pode deixar de lembrar que seu primeiro campeão é da região do Tapajós, o São Raimundo de Santarém. Na série C tem outro paraense, o Águia de Marabá, que há cinco anos mantém o mesmo técnico, João Galvão, isso é de dar matéria no mundo da bola. Quem consegue tal feito? Além de provocar o interesse de conhecer uma das áreas mais ricas do Brasil.  

Todas as vezes que um time brasileiro atua contra o Boca Junior na Bombonera, duvido se logo não lembram que o Paysandu do Pará foi um dos poucos do futebol canarinho a conseguir vencer lá dentro. E a última Copa dos Campeões do Brasil? Foi vencida pelo paraense Papão da Curuzu. A ausência do Remo, o Leão de Antonio Baena, é também destacada nesse rol exatamente pela crise que enfrenta até hoje e que o afasta das grandes competições brasileiras.

O Pará tem um futebol (aliás, sem soberba temos o segundo  clássico da Amazônia o RaiFran, dos  octogenários santarenos, se levarmos em conta que o Amazonas dos tempos de Nacional x Rio Negro ficou para trás, embora muito na nossa frente como uma das sedes da Copa de 2014) e uma torcida que se bem trabalhados pelos que tanto entendem do negócio, mas não praticam (e ai de quem pensar que futebol não é negócio, está fadado ao fracasso!) cumprissem o seu papel.

Enfim, mesmo fora do contexto nacional da Copa o Pará é lembrado pela magnífica participação de sua torcida ao cantar o Hino Nacional Brasileiro no Brasil x Argentina, o Super Clássico das Américas, em 2011, e já comparam com o cantar na Copa das Confederações e eles dizem fazer melhor, será? O jogo do depredado Mangueirão, arrumado em cima da hora, com seleções em formação e apenas com jogadores que atuavam na América do Sul foi um marco.

Se alguém acha que isso é pouco para dar orgulho de ser paraense, desculpem, é por isso que vamos continuar “chupando o dedo”, enquanto os outros estados valorizam cada uma de suas vitórias, não interessa em que campo, contra que adversário e em quais circunstâncias. Até a próxima!

Quinta, 20 Junho 2013 20:28

Paysandu na Copa do Brasil. Até quando?

Escrito por Edson Matoso

Pressão política teria servido para o Naviraiense derrubar o Paysandu em sua pretensão de voltar a Copa Brasil, apesar dos bicolores terem recebido o aval da própria CBF na questão da irregularidade dos jogadores Bahia e Paulo Sérgio, na segunda fase da competição. O Paysandu não contente com as sentenças recorreu ao Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) cujo julgamento aconteceu nas primeiras horas da tarde desta quinta-feira, 20 de junho, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Fortaleza-CE. Todos os sites esportivos regionais e nacionais divulgam o resultado de 8 x 1 favorável à equipe paraense. Até o jogo do Papão na terceira fase, contra o Atlético PR, já está marcado para 18 de julho, às 21h50min, no Mangueirão, em  Belém, e o da volta no dia 25 de julho, em Curitiba.

Algumas situações cercaram este julgamento a partir da presença, de ameaçadora influência, de políticos do Mato Grosso do Sul quando das três primeiras tentativas, com derrotas, do Campeão dos Campeões na 3ª Comissão Disciplinar. Deixo claro que não condeno a atitude das pessoas, mas o tipo de lobby do time de Naviraí e seus parlamentares, isso é um velho e mau costume brasileiro, que uns dizem ser cultural, pois, é bom dizer que nós mesmos aqui pela mídia tradicional e redes sociais clamamos pelo “apoio político” tanto para o Paysandu no caso Naviraiense como para o Clube do Remo entrar na Série D.

Os remistas tentaram com seu vice-presidente Zeca Pirão, vereador, e o dirigente Mauricio Bororo, suplente à Câmara Municipal, ambos de Belém. Eles passaram uma semana em Rondônia oferecendo vantagens (boatos de toda espécie sobre tais vantagens, inclusive uma suposta quantia de R$ 300 mil para os times de lá desistirem da vaga, encheram os noticiários esportivos paraenses) que em nada resultaram a não ser na indignação dos dirigentes ( há quem diga que foi “teatrinho”) da federação rondoniense que determinaram ao Genus a condição de representante daquele estado após a renuncia do campeão e do  vice locais, Vilhena e Pimentense respectivamente. A busca de apoio dos políticos federais da terra do açaí foi cobrada, ninguém se meteu, embora aqui e ali quisessem dizer que o “fulano de tal” estava tentando conseguir as vagas, mas logo recuavam quando viam dificuldade.

 Não condeno as pessoas dos que comandam Leão, Papão, Naviraiense, pois isso é uma praga em prática há décadas por colonos que não sabem viver a não ser sob a bata, a farda, a saia, a tutela ou as asas do protecionismo (do pistolão, da peixada, do apadrinhamento como queiram) que dilapidam qualquer possibilidade de desenvolvimento de uma sociedade que brada ter a sexta economia do planeta, mas com educação, saúde, transporte, segurança comuns a qualquer país de mundos sem qualificações somando-se aí a desavergonhada corrupção impune, com denuncias constantes, e que no esporte provocou dúvidas e  indignação até de quem não sabe quantos lados tem uma bola ( só pra lembrar, a bola tem o lado de dentro e o lado de fora) diante dos vergonhosos valores destinados às  arenas da Copa do Mundo com “avant- premiere” na Copa das Confederações, ora em disputa.

A vitória do Paysandu no Pleno do STJD, considerando que não há mais possibilidades de recurso, por se tratar da decisão final, como afirmou o advogado bicolor Alberto Maia na presença do presidente Vandick Lima, também vereador da capital, nos dá um alento, não como torcedor do Paysandu, que nem sou, (a Fiel está feliz da vida, claro!), como incentivador do futebol e de suas oportunidades, todavia pelas circunstâncias em que foi obtida respeitando-se o regulamento diante de argumentos consistentemente defendidos e acatados por oito dos nove auditores do Pleno de forma livre, democrática, sem pressões pernósticas ou autoritárias daqueles que ainda não perceberam que João Havelange, da FIFA, e Ricardo Teixeira, da CBF, foram obrigados a deixar seus pedestais protegidos ao longo de mais de meio século por políticos “parceiros”. A casa está caindo. A famigerada “pressão política” está tomando uma baita PRESSÃO POPULAR pelas ruas do Brasil. A VIRADA. Até a próxima!

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Quinta, 13 Junho 2013 20:26

Parazão 2014 sem estádios

Escrito por Edson Matoso

Amanheço o dia e ouço no rádio: “os dirigentes do São Francisco e do São Raimundo de Santarém anunciam que não participarão do Parazão 2014”. Como é que é? Perguntei aos meus botões. Mais próximo do rádio e a informação do parceiro Ailton Silva, no programa esportivo matinal da PRC 5 de Belém, para mais detalhes.

 

A questão é que a FPF começou a tratar do conselho técnico, formado pelos dirigentes dos clubes filiados, que devem participar do campeonato de profissionais do ano que vem, já a partir da segundinha que  começa em setembro próximo. Acontece que os representantes do Oeste do Pará já teriam dado um sinal que as altas despesas implicariam na impossibilidade da participação da dupla RAIFRAN com o fechamento provisório do Estádio Colosso do Tapajós, cujas obras seriam concluídas apenas em 2015 com sua lotação aumentada para 22 mil pessoas, seis mil a mais do que a atual capacidade, e onde jogariam Leão e Pantera santarenos? Em Belém? Quem vai pagar?

 

O São Francisco está com vaga assegurada na fase principal ao lado de Remo, Paysandu, Paragominas, Santa Cruz-Cuiarana e Cametá. O São Raimundo para chegar junto aos rivais azuis da terra  do Maestro Isoca precisara disputar e ganhar uma das duas vagas disponíveis na primeira fase contra Águia, Tuna, Parauapebas e os dois classificados da segundinha. Portanto a probabilidade de prejuízo  para o primeiro Campeão Brasileiro da Série D é evidente.

 

O estádio santareno há muito deveria estar concluído, mas não adianta lamentar, precisava ser feito e como os gigantes do Tapajós não possuem seus próprios (lembro do Sport Santarém do Antonio Cardoso, no campeonato idealizado pelo Juvêncio Dias, quando em 1976 narrei pela Liberal AM os jogos contra o Comercial e Tuna no estádio Elinaldo Barbosa) “o remédio é esperar”, como recomenda o saudoso Nelson Gonçalves, na antiga canção “Normalista”.  

 

A situação está posta. Considerando que se estão pensando em arrancar apoio financeiro do Governo do Pará e Prefeitura de Santarém, é bom se mexerem logo, pois, como todos sabem, a máquina burocrática é mais lenta do que qualquer paquiderme e quem conhece o estilo acadêmico e popular, pouco chegado ao populismo,  do Governador Simão Jatene todos os caminhos que devem ser seguidos no processo devem ser logo vislumbrados, embora os “espertos” conselheiros de plantão logo lembrem que “ano que vem é eleição,  quero é ver se ele não faz”, acredito que faça, mas dentro dos processos que recomenda o óbvio da probidade administrativa. Apressemos então, caros dirigentes do São Francisco e do São Raimundo, a ação, o tempo urge. O vice governador Helenilson Pontes (e que ponte!) é a ponte natural.

 

Não acabei. Pelo que sei não apenas o Colosso do Tapajós recebe obras para sua conclusão, não podemos esquecer que o mesmo deve acontecer com o Estádio Olímpico Mangueirão, na capital Belém. Ficará fechado até quando? Gente, não estou inventando conversa nem anunciando catástrofe, pelo contrário, mesmo porque as duas maiores praças de esportes públicas do Pará precisam urgentemente das obras. Só estou buscando respostas para os locais dos jogos do Parazão 2014. Assim evitaremos o famigerado, uns afirmam que é cultura, para mim é mau costume, “brasileiro deixa tudo pra cima da hora”. Pronto, o Parazão 2014 está servido, em que mesa, digo em que estádios? Até a próxima.

Quinta, 06 Junho 2013 16:53

O blefe

Escrito por Edson Matoso

Clube do Remo, Série D, Vilhena, Federação de Rondônia.  Questão de opinião, mas que vergonhosa a conclusão de um dos maiores blefes que conheci no futebol do Pará envolvendo uma das mais respeitadas histórias do esporte bretão no país! Só os cínicos, devotos do vencer a qualquer preço, que pouco estão aí para escrúpulos se o objetivo for  alcançado aceitam isso. Tudo com o intuito de tapar o sol com a peneira, afinal a paixão por um clube cega muita gente que não consegue separar o que é o seu direito e o do outro e conseguir recuperar uma vaga perdida graças à incompetência demonstrada no ambiente destinado à disputa: um campo de futebol.

Pelas constantes gestões desastradas o Clube do Remo se arrasta, e ainda tem “doentes” que não suportam a cobrança aos responsáveis pelo caos, numa luta que não finda no limite entre o inferno (fora de qualquer divisão) e o purgatório (chegar, ganhando em campo, pelo menos às disputas da Série D), contratando irresponsavelmente, acumulando dívidas trabalhistas (e quem não deve?, incentivam os coveiros como se fosse natural a gastança sem limites, pois usar crédito para investir tudo bem, todavia apontem qual investimento o Remo tem feito nos últimos anos?) e com absurdo atraso de salários de seus funcionários que devem ficar abismados diante de suposta proposta milionária (houve quem anunciasse algo em torno de R$300 mil para o Vilhena e Pimentense, campeão e vice de Rondônia, desistirem da vaga nortista) negada pelas partes do possível “negócio”.

Não podemos estimular as atual e futura gerações de esportistas balizando que no futebol  tudo é assim mesmo. Não deve ser! Não sou ingênuo ao ponto de desconhecer negociatas no esporte (Ricardo Teixeira, da CBF, Nicolás Leoz, da CONMEBOL, e o próprio João Havelange, presidente de honra da FIFA renunciaram ou foram afastados por denuncias e comprovação de corrupção no futebol mundial), todavia não podemos transformar a exceção em regra. O Clube do Remo não construiu sua história centenária assim como vendo sendo feito. É vergonhoso!

Esse conceito que está ai precisa, com urgência, ser derrubado e aqueles que ajudaram a construir tão admirável marca, e que ainda estão lá, se somem aos jovens desejosos de reconstruírem o emblema desgastado pela teimosia ou oportunismo de uns poucos, sim, pois a maioria avassaladora que tem no sonho O Mais Querido é chamada de Fenômeno Azul que merece e conclama: Remo, só tu o nosso ideal. Concluo confiando que podem não resolver de imediato, mas é um inicio de novo e salutar propósito: Diretas Já!

Enquanto isso o Campeonato Brasileiro para os paraenses também tem futebol. O calouro Paragominas estreou ganhando ponto fora de casa e neste sábado, na Arena Verde, enfrenta o Genus, representante de Rondônia na Série D. O Águia, de Marabá, conseguiu o feito de, logo na estréia da Série C, vencer o CRB por 1 x 0, na Curuzu, já que o estádio Zinho Oliveira está sem condições de receber jogos e domingo atua fora contra o Fortaleza, em Sobral-CE.

O Paysandu, depois de cinco anos na terceira divisão, começou com tropeços a Série B, empatou em Paragominas em 1 x 1 com ASA de Arapiraca e América RN, perdeu em Fortaleza para o Ceará ficando no perigoso 17º  lugar que provocou a queda do técnico Lecheva, contudo bastou a bela vitória de 2 x 0 sobre o Paraná, no Mangueirão, para os bicolores chegarem à nona colocação, a quatro pontos (exatamente os perdidos em casa) do G4, dirigido pelo auxiliar Rogerinho Gameleira.

O Papão volta a jogar nesta sexta-feira em Goiânia, frente ao Atlético GO, com Givanildo Oliveira já no comando técnico. E o Remo com uma torcida campeã de presença nos estádios (passou de 176 mil no Parazão 2013, 35 mil torcedores a mais que seu maior rival, o Paysandu) fora da festa. É duro!

Quarta, 29 Maio 2013 17:04

Reforços em questão

Escrito por Edson Matoso

O dia santo de Corpus Christi, nesta quinta, 30 de maio, cria um final de semana prolongado e ai muitas ações são antecipadas. Incluído neste contexto vou logo antecipando que, a se confirmar a CBF ultimando o prazo para Rondônia definir seu representante na Série D do Campeonato Brasileiro de 2013, não me sentirei desatualizado com uma possível chamada do Clube do Remo preenchendo a vaga da FPF na competição.

 Os azulinos contrataram Charles Guerreiro, numa polêmica desnecessária produzida junto ao Paragominas, clube até então dirigido por ele e alçado a quarta divisão sob seu comando. Charles foi noticiado, ganha R$ 30 mil mensais e a partir de janeiro de 2014 receberá R$ 35 mil mês, por 18 meses. Reforços foram anunciados, até o nome do craque do Parazão, Eduardo Ramos, ídolo do Paysandu causou um rebuliço por aqui. Vamos aguardar.

Reforço a palavra chave na hora de uma disputa. Se no campeonato paraense, que vale vaga para a série D e uma para a Copa do Brasil, todos buscam o melhor, infelizmente vem muitos de qualidade duvidosa, imaginem nos eventos nacionais. O Águia de Marabá, rebaixado no Parazão, já arrumou um grupo novo embora com alguns conhecidos como os laterais Ceará e Rayro. Um dos donos do time, sem nenhuma ironia, mesmo porque respeito à idéia e o trabalho do comando azulão, é um conceito que nós paraenses ainda não nos acostumamos, mas existe pelo Brasil a fora, continua com João Galvão que tem seu filho Danilo, o camisa 9 e artilheiro, destaque no ataque. O Águia estréia domingo, dois de junho, às 18h30min, na Curuzu, (o estádio Zinho Oliveira ainda não tem aprovação) contra o CRB de Alagoas.

No Paysandu, mal terminou a segunda rodada, as condições dos reforços já são questionadas. Não é pra menos, com um empate e uma derrota o Papão já ocupa a perigosa 16ª colocação depois do empate de 1 x 1 com o ASA de Alagoas e a derrota  por 1 x 0 para o Ceará, em Fortaleza. O próximo encontro será nesta sexta-feira, 31 de maio de novo, em Paragominas, contra o América RN, graças ao castigo que tomou por ter alguns torcedores jogado objetos no gramado da Curuzu, na Série C 2012. A vitória do Papão é necessariamente urgente.

Sim, e os reforços? Chegaram sete. O goleiro Marcelo veio, mas há quem garanta que chegou contundido. Na zaga Fábio Sanches foi anunciado como “O Cara”, mas fora de forma, não estreou. Na lateral esquerda, Janilson apareceu sem agradar nas duas vezes, e Jean, ex-Fla, São Paulo e Seleção do Brasil, só na sexta rodada estará pronto. Os meias Zé Antonio e Diego Barbosa nada dito. Douglas Careca, o atacante, ia no banco contra o Ceará, porém Rafael Oliveira em cima da hora pediu pra sair e o reforço foi apenas razoável. No Papão o que chama atenção é a demora para os contratados entrarem em forma se eles estavam atuando. Estavam? É cedo para desesperar, nunca tarde pra questionar. Um abraço a todos!

Sexta, 24 Maio 2013 14:36

Tapetão

Escrito por Edson Matoso

Não tem coisa pior do que vencer no tapetão através de manobras a partir de “achados” nas famosas brechas da lei. Deixo bem claro que aqui não há tentativa de denegrir a imagem de qualquer profissional, mas questionar um mau costume que teimamos, arrogantemente, chamar de cultura do brasileiro. Coisas tipo chegar atrasado às reuniões, invadir areia de praia como em Salinas, procurar regularizar situações no último dia de prazo, tanto no aspecto eleitoral como na declaração de imposto de renda, por exemplo. Questão de opinião, pra mim é coisa de cultura inferior ou de vira-latas, termo lembrado em recente twitter pelo advogado santareno André Cavalcante.

Mas o tapetão no futebol é o foco. Confesso minha irritação por ter a crônica esportiva paraense, da capital, ter passado para todos a idéia de que o Paysandu ganharia facilmente ao recorrer junto ao STJD pela reconquista da classificação perdida para o Naviraiense, na Copa Brasil, graças a uma possível irregularidade dos atletas Bahia e Paulo Sérgio no time sul mato-grossense, denuncia feita (pasmem) pela própria CBF. E como ouvinte fui ao barco dos desinformados.

A praga de ver, ler e ouvir só um lado me pegou e, olha, que me “acho” razoavelmente maduro (sinto precisar de reciclagem nesse campo sob o tema: não acreditar de primeira no que escrevem,mostram e falam os veículos de comunicação de massa), todavia caí como um patinho, tal a veemência das manifestações. Não acuso ninguém de má fé, pois serviu para lembramos, e aí os senhores advogados conhecem bem a causa, que existe um regulamento maior no caso. Pelo que entendi seria como “nada deve se sobre por à Constituição Federal”, a Carta Magna de uma nação. Se estiver errado podem corrigir.

Pra não ir muito longe. O Paysandu, para ganhar a questão, se baseou no regulamento da CBF para a Copa Brasil, mas os dirigentes do Naviraiense se socorreram no Regulamento Geral das Competições que permite a escalação dos dois jogadores. Ganhou o Naviraiense por 4 x 0. Bicolores anunciam recurso ao pleno do STJD. Ai vem uma questão: então quer dizer que a nova investida do Clube do Remo, para ganhar a vaga paraense na Série D, alegando que o fato de ter mais pontos no Parazão vale mais que o título de vice campeão conquistado pelo Paragominas tem sentido?

Observe, a vitória do PFC é amparada pelo regulamento da FPF e o pleito do Remo é amparado no Regulamento Geral das Competições. Gente isso é uma loucura. Como as Leis Orgânicas dos Municípios e as Constituições Estaduais foram criadas respeitando a superioridade da CF, agora que descobriram mais uma do futebol brasileiro?

Até que me provem o contrário isso não “brecha da lei”, parece orquestração em favor da bagunça. Com a palavra os doutores da lei. Não me julguem nem condenem, mas que é estranho para um simples mortal é!

Uma Semana abençoada para todos!

 

 

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